
Deputado Gehlen Diniz
O deputado Gehlen Diniz (PP) denunciou nesta terça-feira (13) na Assembleia Legislativa do Estado (Aleac) a contratação da empresa Buriti, que atua na coleta de lixo em Rio Branco, para prestar serviço de vigilância com câmeras nas escolas da Capital. Segundo ele, por preços superfaturados. O caso foi encaminhado pelo parlamentar ao Ministério Público Federal (MPF) por serem usados recursos do Fundeb, de origem federal.
Segundo Gehlen, até este ano, em 96 escolas, o preço praticado era R$ 1.950,00 em cada unidade, com 20 câmeras, alarmes e demais equipamentos. Estas empresas estavam há dois anos sem reajuste. “Mas de repente o governo contrata uma empresa de Goiânia e que coleta lixo por R$ 3.897,00. E tudo sem licitação aberta, mas com uma dispensa de licitação para um contrato de seis meses, podendo ser prorrogado por outro período”, destacou.
O parlamentar ressaltou ainda que as empresas anteriores realizavam os serviços com cerca de 20 câmeras, sendo que a empresa Buriti tem utilizado de cinco a sete aparelhos.

Deputado denunciou superfaturamento nos contratos de monitoramento de segurança das escolas /Foto: Reprodução
Conforme revelou o deputado, ainda este ano o Estado fez um pregão para o mesmo serviço no Alto acre, onde os custos são mais elevados. Mesmo assim, no Alto Acre o preço foi cerca de R$ 1.000,00 a menos que o pago para empresa Buriti, que vai implantar e gerenciar as câmeras em Rio Branco.
“Tudo isso me cheira a uma forma de arrecadar recursos para as campanhas eleitorais. Espero que a justiça cancele a pedido do MPF. E agora, chame Tião para resolver. O superfaturamento será de mais de um milhão de reais em seis meses, mas pode ser prorrogado e dobrar o prejuízo”, ressaltou.
Gehlen disse acreditar que a corrupção estava concentrada na Secretaria de Habitação do Estado, mas “a corrupção no governo do PT não está só na lá, mas também na Educação”, complementou.
