imigração
O governador Tião Viana se reuniu nesta quinta-feira, 21, em Brasília, com o ministro chefe da Casa Civil da Presidência da República, Aloízio Mercadante, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, para dar uma solução definitiva ao drama dos imigrantes do Haiti e de outros 14 países que têm usado o Acre como porta de entrada para o Brasil.
Após a reunião, realizada no Palácio do Planalto por quase duas horas, o governador e o ministro da Justiça concederam entrevista coletiva a um batalhão de repórteres, fotógrafos e cinegrafistas no início da noite para informar as novas decisões tomadas pelo governo brasileiro em relação à imigração pelo território acreano.
A reunião entre o governador e os dois ministros contou também com a participação de assessores do Ministério das Relações Exteriores e dos deputados federais Raimundo Angelim (PT), coordenador da bancada federal; Sibá Machado, líder do PT na Câmara; César Messias e Alan Rick; além da chefe da Casa Civil do Acre, Márcia Regina Pereira, do secretário de Justiça e Direitos Humanos, Nilson Mourão, e da representante do Acre em Brasília, Glaysy Lamóglia.
Na coletiva, o governador e o ministro da Justiça anunciaram que será fortalecido em muito o trabalho de expedição de vistos para os imigrantes ainda em Porto Príncipe, capital do Haiti, e que haverá um forte combate aos “coiotes” pelas forças de segurança do Equador, Peru e Bolívia.
O aumento da concessão desses vistos, que deverá subir dos atuais 600 para dois mil por mês, vai ajudar a evitar que os haitianos e outros imigrantes continuem vindos para o Brasil pelo Acre, sendo massacrados financeiramente no Equador, no Peru e na Bolívia pelos coiotes, que já lucraram mais de US$ 60 milhões de dólares nos últimos quatro anos.