Inquérito contra Tião Viana pode ser aberto nesta quarta-feira

Por Suporte 10/03/2015 às 02:47

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O ex­diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou em depoimento de sua delação premiada que arrecadou R$ 30 milhões em recursos para “caixa dois” da campanha de Sérgio Cabral para governador e Luiz Fernando Pezão para vice, ambos do PMDB. Pezão é o atual governador, sucedendo Cabral. Diante das evidências relatadas pelo ex­diretor da estatal, a Procuradoria Geral da República (PGR) já decidiu que vai pedir abertura de inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra os dois.

O foro para investigação de governadores é o STJ. Cabral, sem mandato, já não tem mais foro, mas responderá a inquérito no STJ por conta da conexão aos fatos supostamente praticados por Pezão. A PGR vai encaminhar o pedido de abertura de inquérito até a próxima quarta­feira. O outro governador a ser investigado, também por meio da instauração de um inquérito, é Tião Viana (PT), do Acre. Ele é suspeito de ter recebido R$ 300 mil do esquema, conforme os delatores Paulo Roberto e o doleiro Alberto Youssef.

Segundo o delator, os recursos para campanha de Cabral e Pezão vieram de empresas que atuavam na obra do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Ainda de acordo com Costa, o consórcio Compar, formado pelas empreiteiras OAS, Odebrecht e UTC, contribuiu com R$ 15 milhões. O restante foi pago por outras empresas, como Skanska, Alusa e UTC, disse o delator. O ex­diretor afirma que os pagamentos eram “propina”.

“Cada empresa deu ‘contribuição’, no total de R$ 30 milhões. O Consórcio Compar ‘pagou’ R$ 15 milhões; o restante foi dividido entre as outras empresas, entre elas Skanska, Alusa e UTC”, diz resumo do termo de declaração 4 de Costa.

O ex­diretor narrou uma reunião na qual compareceram representantes das empresas Skanska, Alusa, e Technint onde foi discutido o pagamento de uma “ajuda” para a campanha de 2010 à reeleição do governador Sérgio Cabral.

De acordo com Paulo Roberto, a reunião foi agendada pelo então secretário da Casa Civil do governo do Rio, Regis Fischner.

“A operacionalização do pagamento ocorreu entre as empresas e Regis. O dinheiro saiu do caixa das empresas”, afirmou Paulo Roberto.

De acordo com o depoimento de Paulo Roberto Costa, o então secretário da Casa Civil de Cabral, Régis Fichtner, foi quem fez a “operacionalização” dos repasses.

Costa contou que teve uma reunião no primeiro semestre de 2010 com Cabral, Pezão e Fitchner para tratar das contribuições à campanha.

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Conteúdo Original / Fonte: O Globo

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