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O vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), defende o respeito à proporcionalidade das bancadas dos partidos para a escolha dos presidentes das 12 comissões permanentes da Casa. Para o senador acreano, esta é a melhor forma de se garantir a contemplação a todas as legendas e blocos, conforme seus tamanhos.
Este é o critério usado historicamente no legislativo, mas nesta nova legislatura a representatividade foi deixada de lado por conta da acirrada disputa política pela presidência do Senado, no começo do mês.
Após articular a candidatura de Luiz Henrique (PMDB-SC) para concorrer e atrapalhar o presidente reeleito Renan Calheiros (PMDB-AL), o PSDB se viu de fora da composição da nova Mesa Diretora.
Os tucanos teriam direito, pela proporcionalidade, a ocupar a primeira-secretaria, segundo cargo mais importante do Senado, mas foram retaliados pelo peemedebista alagoano. O gesto causou a indignação do presidente do PSDB, Aécio Neves (MG), que chegou a bater boca com Calheiros.
Para Jorge Viana, contudo, é preciso o entendimento entre os partidos para a escolha dos presidentes das comissões. No entanto, ele não descarta a possibilidade, se não houver entendimento, de a escolha dos presidentes e vices das ser feita por meio do voto.
Na avaliação do petista, a indefinição na composição das comissões é reflexo da eleição da Mesa do Senado, quando, sem acordo entre os líderes, a proporcionalidade das bancadas não foi respeitada.
Com informação da Agência Senado
