Jovem indígena do Acre é selecionado para programa da ONU na Suíça

Samuel Arara foi um dos nove brasileiros selecionados para formação internacional na Suíça

Por Redação ContilNet 30/06/2026 às 11:23
A participação de Samuel Arara no programa reforça a crescente presença de lideranças indígenas amazônicas em espaços internacionais. /Foto: Reprodução

O jovem líder indígena acreano Samuel Arara, de 25 anos e pertencente ao povo Shawãdawa (Arara), foi selecionado para integrar o Programa de Bolsas para Povos Indígenas do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH). A iniciativa é realizada em Genebra, na Suíça, e reúne representantes indígenas de diferentes países para fortalecer o conhecimento sobre os mecanismos internacionais de proteção dos direitos humanos.

Natural de Porto Walter, Samuel integra o grupo de apenas nove brasileiros selecionados para a iniciativa, que reúne representantes indígenas de diferentes partes do mundo com o objetivo de ampliar a participação desses povos nas discussões sobre direitos humanos e fortalecer suas lideranças.

Jovem indígena do Acre é selecionado para programa da ONU na Suíça

Antes de embarcar para a Suíça, Samuel participou de uma etapa preparatória em Brasília. /Foto: Reprodução

A trajetória do acreano é marcada pela atuação em defesa dos direitos indígenas e da preservação da Amazônia. Estudante de Engenharia Florestal da Universidade Federal do Acre (Ufac), ele também está à frente do Coletivo de Estudantes Indígenas da instituição (CEI-Ufac) e coordena o Tetepawa Comunica, coletivo voltado à comunicação indígena no estado.

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Antes de embarcar para a Suíça, Samuel participou de uma etapa preparatória em Brasília, onde recebeu formação sobre o funcionamento do Sistema das Nações Unidas, direitos humanos e relações internacionais. Agora, seguirá em Genebra por cerca de um mês, período em que acompanhará atividades voltadas ao fortalecimento dos direitos dos povos originários.

Jovem indígena do Acre é selecionado para programa da ONU na Suíça

Para o jovem líder, a experiência representa a oportunidade de fazer com que as demandas dos povos indígenas do Acre e da Amazônia. /Foto: Reprodução

Para o jovem líder, a experiência representa a oportunidade de fazer com que as demandas dos povos indígenas do Acre e da Amazônia sejam ouvidas em um dos principais fóruns internacionais dedicados à defesa dos direitos humanos.

“Chegar à sede das Nações Unidas pela porta da frente é um marco na minha trajetória, mas, acima de tudo, é uma responsabilidade. Não represento apenas a mim mesmo. Trago comigo meu povo, o Acre, a Amazônia, a juventude indígena e todas as comunidades que seguem resistindo na defesa de seus territórios, de suas culturas e de seus direitos”, afirmou.

Durante a programação, Samuel participará da 19ª Sessão do Mecanismo de Peritos sobre os Direitos dos Povos Indígenas (EMRIP), evento promovido na sede europeia da ONU, onde serão debatidos temas relacionados à garantia e ao fortalecimento dos direitos dos povos originários em diferentes países.

A secretária de Estado de Povos Indígenas, Francisca Arara, ressaltou que a conquista vai além do reconhecimento individual e representa uma oportunidade para fortalecer as comunidades indígenas do Acre.

“A gente fica muito feliz de ver um jovem indígena do nosso estado chegando tão longe. O Samuel vai levar a voz dos nossos povos para um espaço importante, mas o mais importante é saber que ele volta para casa trazendo esse aprendizado. Esse conhecimento não fica só com ele, será compartilhado com as nossas lideranças, com os estudantes, com as organizações, com as comunidades indígenas”, destacou.

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