eles não perdoam
A assinatura de um manifesto por parte da Juventude do PT em apoio ao movimento de greve da Educação na rede pública estadual provocou uma nova crise dentro do partido com promessas de expulsão dos militantes que aderiram ao documento e a desfiliação em massa da chamada velha-guarda caso os jovens sejam “excomungados”.
Outro fato que o episódio provocou é um novo enfrentamento entre os grupos dos irmãos Tião e Jorge Viana. A relação entre governador e senador continua abalada desde a polêmica entrevista cedida pelo senador, em abril, com críticas ao governo e ao partido. Um dos assessores do senador Jorge Viana se colocou à disposição da ala jovem para defende-la diante da executiva estadual caso o processo de expulsão se concretize.
O mais recente cabo de guerra recolocou nas trincheiras as tendências internas petistas. Os grupos menores voltaram a se unir para enfrentar a força da hegemônica Democracia Radical (DR), que apesar do nome é a principal a defender a expulsão dos militantes.
O líder deste movimento é o assessor do deputado federal Léo de Brito (PT), Cesário Braga. Dentro do PT ele é apontado como o verdadeiro presidente da legenda, com Ermício Sena numa posição figurativa. Tal desmando é outro motivo de descontentamento entre os petistas mais orgânicos, que não aceitam o atual “estado de desmando” dentro da sigla.
De acordo com um dos jovens que assinou o documento, uma possível expulsão não teria amparo, pois a carta está respaldada pelo estatuto do PT. O documento teve a quantidade suficiente de apoios dos membros da Secretaria de Juventude e, segundo a fonte, não seria preciso o aval da executiva estadual para torna-lo público, também com base no estatuto.
Além da promessa de expulsão, os jovens que ocupam cargos no governo ou prefeitura também correm o risco da demissão como represália.