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Justiça marca julgamento de homem acusado de assassinar a própria mãe

Por Redação ContilNet 14/07/2026 às 09:06

Tribunal de Justiça do Acre agendou para o próximo dia 23 de julho o julgamento de Eduardo Costa de Azevedo, de 24 anos, acusado de matar a própria mãe, Márcia Maria da Costa Azevedo, de 47 anos. O caso será analisado pelo Tribunal do Júri da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco, sob a condução do juiz Fábio Costa.

O crime ocorreu na manhã de 2 de novembro de 2024, em uma residência localizada no Conjunto Esperança, na capital acreana. Conforme as investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), mãe e filho discutiram dentro do imóvel antes do homicídio.

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Durante o interrogatório, o acusado relatou que a briga começou enquanto os dois tomavam café da manhã. Segundo ele, o desentendimento teve início após um conflito envolvendo um pedaço de pão. Eduardo afirmou que teria sido agredido pela mãe e, em seguida, reagiu utilizando uma panela e depois uma faca, provocando ferimentos que resultaram na morte da vítima.

Após o crime, de acordo com a investigação, o jovem deixou a residência e foi trabalhar normalmente. Horas depois, vizinhos encontraram Márcia Maria sem vida e acionaram as autoridades. Inicialmente, Eduardo teria tentado demonstrar desconhecimento sobre o ocorrido, mas acabou sendo identificado pelos investigadores da DHPP, preso em flagrante e confessando a autoria do homicídio.

Depois da prisão, ele passou por audiência de custódia e permaneceu detido no Complexo Penitenciário de Rio Branco. No decorrer da ação penal, a defesa solicitou a instauração de um incidente de insanidade mental, medida que suspendeu temporariamente o andamento do processo.

A perícia concluiu que, na época do crime, Eduardo apresentava transtorno depressivo recorrente, condição que comprometia parcialmente sua capacidade de autodeterminação. O laudo apontou que ele compreendia o caráter ilícito de seus atos, mas possuía redução parcial da capacidade de controlar os próprios impulsos e comportamentos no momento do homicídio.

Mesmo diante da conclusão pericial, o Ministério Público do Acre (MPAC) defendeu que o acusado fosse submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. Ao término da fase de instrução, a Justiça decidiu pronunciá-lo para responder por homicídio qualificado. Como o processo tramita sob segredo de justiça, os fundamentos da decisão não foram divulgados.

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