A tentativa de unir o tratamento de saúde com acordos políticos para a eleição municipal de dois de outubro por parte do deputado Jesus Sérgio (PDT) fracassou por conta do laudo médico prever “apenas” 90 dias de afastamento. Com este tempo de licença, não é possível convocar o suplente para assumir.
Agora, com a reviravolta, o segundo-suplente do partido, Edvaldo Almeida de Oliveira, o “Neném”, terá de esperar para assumir. Neném herdaria a vaga de Jesus por três meses.
O presidente do partido, Luiz Tchê, revelou que o deputado fez todos os procedimentos básicos necessários, inclusive ressonância magnética para comprovar a necessidade de afastamento, mas o laudo emitido pelo médico do parlamentar revelou a necessidade de “apenas” 90 dias de licença.
“Ocorre que a Constituição do Estado somente permite aos suplentes assumirem quando o titular se afasta por mais de 120 dias. No caso do deputado Jesus Sérgio, ele pode se afastar e faltar a todos as sessões neste período, mas o suplente não poderá assumir”, revelou o dirigente.
Segundo Tchê, o partido deve se reunir na sexta-feira (25) para avaliar a situação e tomar uma decisão conjunta: “Nós agora precisamos reavaliar a situação, pois o deputado precisa se afastar, mas não dá para ficar apenas faltando e prejudicando as atividades parlamentares”, finalizou.
Resposta de Jesus
Nota de esclarecimento
Uma série de boatos envolvendo um possível afastamento por 90 dias do exercício de meu mandato como deputado estadual junto à Assembléia Legislativa do Acre (Aleac), eu Jesus Sérgio de Menezes venho a público reafirmar o compromisso com meus eleitores e com o povo do Acre.
Informo que o afastamento era cogitado, em virtude de problemas na coluna vertebral e respiratórios recorrentes, os quais venho a meses protocolando, o tratamento, devido aos inúmeros compromissos políticos.
No final da tarde da última terça-feira, 23, após receber o resultado de uma ressonância computadorizada com laudo médico, ficou evidenciado que não haveria necessidade de afastamento das funções para realização do tratamento médico. Logo, esclareço que se houvesse tal necessidade, a mesma se daria por questões de saúde e não políticas como foi veiculado.
Diante disso, aproveito para repudiar as acusações envolvendo meu nome, onde em nenhuma delas fui procurado para prestar esclarecimentos, o que vai contra os princípios básicos do jornalismo sério e comprometido com a verdade. Considero lamentável que especulações, que permeiam o meio político, venham a público como verdade absoluta sem que haja o direito de resposta que é devido a todo cidadão.
Sem mais, deixo meus sinceros votos de estima e respeito à imprensa e a sociedade acreana.
Rio Branco, Acre, 25 de agosto de 2016.
