O candidato Mazinho Serafim (PMDB) esteve reunido nesta quinta-feira (8) com lideranças jaminawás da comunidade São Paulino, no município de Sena Madureira.
No encontro, ele ouviu dos indígenas as reinvindicações e acompanhou de perto a situação de abandono do poder público com a comunidade. Com 52 moradores, os pequenos produtores de banana e farinha reivindicam melhorias para escoar seus produtos para a cidade.

Mazinho ao lado de lideranças Jamináwas /Foto: Douglas Richer
As famílias que residem no local sonham com dias melhores, quando terão um ramal aberto, saúde básica e energia elétrica nas casas. O cacique Francisco Menezes, de 52 anos, casado com Raimunda Moreira, pai de 10 filhos e morador há 32 anos da comunidade, desabafou sobre a falta de assistência básica do poder publico:
“Não conseguimos parceria com a gestão atual, não temos energia, se quisermos ramal aberto temos que pagar o óleo do trator para sair do isolamento.”

Cacique Francisco Menezes /Foto: Douglas Richer
Em conversa com o candidato, o cacique falou que as lideranças sabem dos repasses e investimentos que são enviados para a comunidade, mas o Governo do Acre não realiza: “Remédio para nossa comunidade indígena não existe, temos um posto de saúde vazio, só tem barata, não tem mais nada. Não temos nem uma pílula para febre, temos que comprar remédios básicos”.
O professor Valmiro Padilha Menezes, de 34 anos, falou do abandono do Governo do Acre com a Educação indígena e da falta de apoio logístico: “Sou professor na comunidade há 17 anos, trabalho com o Ensino Fundamental de 1º a 5º ano. Hoje tenho em torno de 25 alunos permanentes. O Governo do Acre e Secretária Estadual não dão muita atenção para a Educação indígena, a gente não tem nem um tipo de apoio logístico. Eu que realizo o transporte dos alunos com recurso próprio, gasto em torno de $400 reais por mês só de combustível”.

Professor Valmiro Padilha Menezes /Foto: Douglas Richer
Sem banheiros para os alunos fazerem as necessidades, o professor pede ajuda ao poder público para que seja realizado a reforma e ampliação do local. “O prédio já tem mais de 12 anos, precisa de reforma e ampliação. A escola foi projetada sem banheiros para os alunos, tem apenas cantina, mas os banheiros são essenciais”.
Além disso: “Já temos uma demanda grande de pessoas para ingressar no Ensino Médio, mas não temos salas, nem professores e nem estrutura para comportar essa demanda”, desabafou o professor.

Mazinho Serafim mostrou preocupação com abandono que sofre a comunidade e prometeu que isso mudará /Foto: Douglas Richer
Valmiro confia no candidato Mazinho Serafim e sabe que ele tem um olhar especial nas comunidades indígenas do município: “Acredito que, se eleito, Mazinho terá um olhar mais humano para nossa comunidade, ele tem propostas muito boas para a Educação, espero que ele faço uma evolução em nossa comunidade. Outras gestões nunca fizeram nada pela comunidade. Nunca teve um prefeito que realizou investimentos aqui, estamos praticamente a Deus dará”.
Assessoria
