A recomendação do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) não impediu que o juiz responsável pelo caso liberasse o lutador Deroci da Costa Barbosa para participar do Campeonato Mundial de Jiu-Jitsu realizado em São Paulo, no Ginásio Ibirapuera. O advogado do atleta também pediu a retirada antecipada do aparelho de monitoramento (tornozeleira eletrônica) instalado para não atrapalhar nos treinos e competição.
O lutador estava cumprindo medidas protetivas e, enquanto responde aos processos judiciais, não poderia se ausentar da cidade de Rio Branco. Entretanto, viajou não só a São Paulo, onde participou do campeonato mundial, mas também se ausentou do país, sendo flagrado na fronteira com a Bolívia.

Deroci durante revista na fronteira sem a tornozeleira /Foto: Arquivo Pessoal
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A revolta em saber que o lutador está livre para participar de competições fora do Estado e passear em outro país é um dos motivos que levaram uma das vítimas a questionar a decisão judicial, tendo em vista que o MPAC, por meio da promotora de Justiça Dulce Helena de Freitas Franco, não aceitou os pedidos da defesa do atleta.
Segundo Pâmela Alves Pereira, uma das mulheres agredidas pelo atleta, só quem sofreu com tudo que aconteceu foram as vítimas. Afinal, Deroci continua sem qualquer tipo de punição e ou restrição, já que sequer usa tornozeleira eletrônica.
“O documento apresentado pelo Ministério Público deixa claro quais são os motivos dele não poder participar da competição. Outra, a academia em que ele treina fez uma nota de repúdio à violência praticada, mas agora se contradiz quando o Rivelino Pereira de Souza assina uma declaração dizendo que o Deroci trabalha lá”, lembra Pâmela.
