conflitos
Divulgado nesta segunda-feira, 13, pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), em Brasília, o relatório Conflitos no Campo no Brasil mostra que ao contrário do senso comum o meio rural do Acre segue cheio de discórdia e violência. Em 2014, segundo o relatório, ocorreram 52 situações de conflito em fazendas e seringais da região, os quais envolveram nada menos que 27.548 pessoas.
A CPT registrou quatro denúncias de trabalho escravos no Acre e nas operações de repressão a esse crime, os agentes resgataram 73 trabalhadores vivendo em condições análogas á escravidão. Entre os adultos, três crianças resgatadas em fazendas de Rio Branco e Tarauacá.
Nesse contexto, o Acre não é exatamente um lugar tranquilo para os militantes da luta pela terra: em 2014 três arrombamentos e invasões foram registrados contra as sedes da CPT em Rio Branco e o escritório do Conselho Indigenista Misssionário (Cimi), este último órgão envolvido em diversos embates pela posse da terra aos índios e, especificamente no ano passado, na questão dos Katukina, em Cruzeiro do Sul. Os seringueiros, no entanto, são os que mais sofrem com a violência no campo.
Em 2014, ocorreram 13 manifestações pelo direito à terra com participação de 1.338 pessoas. A grande parte dela reuniu-se na Assembleia Legislativa do Acre, em Rio Branco, exigindo posicionamento dos deputados em relação à questão.
