Mais dois acusados de matar jogador após gesto em foto vão a júri popular

Ambos os acusados que ainda serão submetidos ao Tribunal do Júri responderão pelos crimes de homicídio qualificado

Por Redação ContilNet 16/07/2026 às 11:11
Thiago veio do nordeste para jogar futebol em um clube do Acre/Foto: Reprodução

Dois suspeitos envolvidos na morte de Thiago Oseas da Silva irão a julgamento pelo Tribunal do Júri. Os acusados responderão em júri popular pelo assassinato do jovem de 18 anos, ocorrido em 2024.

A decisão foi proferida no último dia 9 de julho e teve como base as provas materiais e os indícios de autoria reunidos durante a investigação, considerados suficientes para que os acusados sejam submetidos a julgamento popular.

Anteriormente, outros três acusados de participação no crime já haviam sido condenados a cumprir pena em regime fechado. Por unanimidade, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre manteve a decisão de pronúncia dos réus, rejeitando os recursos apresentados pelas defesas.

Ambos os acusados que ainda serão submetidos ao Tribunal do Júri responderão pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, além de corrupção de menores e promoção de organização criminosa, todos em concurso de pessoas.

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Relembre o caso: 

Em 2024, o jovem Thiago Oseas da Silva foi morto após ser confundido com integrante de uma facção criminosa por fazer um gesto com a mão em forma de “V”, símbolo que criminosos associaram ao grupo rival.

Thiago era natural de Recife e havia se mudado recentemente para Rio Branco para negociar sua entrada no futebol acreano, onde defenderia o Santa Cruz.

De acordo com as investigações, o jogador foi a uma festa em um bairro da capital acompanhado de um conhecido. O local era dominado por integrantes do Bonde dos 13, que receberam a informação de que membros da facção rival, o Comando Vermelho, estariam na festa.

Durante a revista, os suspeitos encontraram uma fotografia de Thiago fazendo o gesto de “V” com a mão. A imagem foi enviada, por WhatsApp, a um dos líderes da organização criminosa, que determinou a execução do jovem.

Os criminosos invadiram a residência, renderam os presentes e levaram Thiago e outro jovem para uma rua próxima. No local, eles foram interrogados e tiveram os celulares revistados em busca de qualquer indício que os ligasse ao Comando Vermelho.

Segundo o Ministério Público do Acre (MPAC), Thiago não possuía qualquer envolvimento com facções criminosas e também não tinha antecedentes criminais.

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