A agenda do governo Lula no Acre continua ganhando novos episódios. Depois da passagem do ministro George Santoro, que anunciou mais de R$ 700 milhões para a reconstrução da BR-364, outros dois ministros desembarcam no estado ainda em junho em compromissos articulados pelo ex-senador Jorge Viana e checados pela coluna.
No dia 26, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participa da inauguração da ampliação do FrigoNosso, empreendimento do empresário Murilo Leite. O investimento é de aproximadamente R$ 70 milhões e a expectativa do setor é que a nova estrutura amplie a capacidade do Acre de acessar novos mercados e impulsione as exportações.
A agenda empresarial tem também um componente político. Murilo Leite vem se aproximando cada vez mais de Jorge Viana. Ao mesmo tempo, o irmão dele, o empresário Rico Leite, é apontado como um dos nomes mais fortes para ocupar a vaga de vice-governador em uma eventual chapa encabeçada pelo senador Alan Rick.
Quatro dias depois, em 30 de junho, será a vez do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, desembarcar em Rio Branco para participar do Conexões Produtivas, iniciativa realizada pelo MDIC, ApexBrasil e ABDI.
O evento tem como foco preparar empresas brasileiras para as oportunidades abertas pelo acordo Mercosul-União Europeia, considerado um dos mais importantes tratados comerciais em discussão atualmente. A proposta é aproximar empresários das exigências do mercado europeu, ampliar conexões comerciais e estimular a internacionalização de negócios.
A avaliação é de que o Acre pode se beneficiar da abertura de novos mercados, especialmente em setores ligados ao agronegócio e à bioeconomia.
Politicamente, a sequência de visitas ministeriais produz um efeito importante para Jorge Viana. Em poucas semanas, o ex-senador conseguiu levar ao Acre três integrantes da Esplanada, todos em agendas ligadas a investimentos e desenvolvimento econômico.
No PT e entre aliados do governo Lula, a candidatura de Jorge ao Senado é tratada como prioridade. A estratégia é associar o ex-governador à retomada do diálogo com Brasília e à chegada de ações federais ao estado.
