greve
Os enfermeiros, técnicos e auxiliares em enfermagem que deflagraram greve geral em Rio Branco há uma semana voltam a paralisar suas atividades nesta segunda-feira. A categoria atendeu ao apelo da equipe econômica do município, voltou ao trabalho na quarta-feira, mas recebeu do prefeito a informação de que só haverá dinheiro para atender as reivindicações em 2016.
“O prefeito pediu 48 horas para pensar e ganhou quatro dias. Infelizmente, não propôs um centavo sequer de reajuste para este ano. A greve continua”, informou Adailton Cruz, presidente do Coren (Conselho Regional de Enfermagem).
A entidade estima que 500 pacientes serão prejudicados por dia nas mais de 60 Unidades de Referência em Atendimento Primário (Urap´s) e do Programa de Saúde da Família (PSF) atingidos pela paralisação dos profissionais em saúde na capital.
O prefeito, de acordo com os sindicalistas, informou não ter condições para conceder reajuste de 8% sobre o salário dos trabalhadores. Durante negociações com o comando de greve, o secretário de Administração, Cláudio Ezequiel, disse o aumento de R$ 100,00 poderia ser dado de forma linear, iniciando em janeiro e terminando em dezembro do ano que vem.
Segundo Ezequiel, o caixa da prefeitura também só permitiria uma isonomia das gratificações em dezembro do próximo ano – último mês de mandato do petista Marcus Alexandre. A proposta foi prontamente recusada.
O comando de greve manterá um contingente de 30% em atividade, para atender a legislação. Porém, informa que todos os procedimentos estarão prejudicados – atendimento domiciliar, palestras, controle do tabagismo, vacinação, pré-natal, coleta de sangue para exames, assistência aos diabéticos e hipertensos, acompanhamento de recém nascidos e o programa de combate à tuberculose.
“Todo médico precisa do suporte de um enfermeiro ou auxiliar. E sem essa ajuda, o trabalho do médico fica prejudicado. Ou seja, por culpa da intransigência da prefeitura, o prejuízo à população é muito grande”, disse o presidente do Coren.