Marina rebate Tarcísio sobre candidatura em SP: “Dois pesos e duas medidas”

Marina destacou que enxerga tratamento desigual em relação a homens e mulheres na política

Por Maria Fernanda Arival, ContilNet 09/07/2026 às 14:35
Tarcisio atacou Marina por ser acreana e ter ido disputar eleição em SP/Foto: Reprodução

A acreana Marina Silva (Rede), pré-candidata ao Senado, rebateu as críticas feitas pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) à sua candidatura em São Paulo nas eleições de 2026.

Ao comentar sobre as falas de Tarcísio, Marina afirmou que o posicionamento de Tarcísio, que é carioca, representa uma postura de “dois pesos e duas medidas”.

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“Eu achei muito estranho, porque sendo ele do Rio de Janeiro, que veio se eleger governador no estado de São Paulo, ter esse tipo de atitude denuncia mais a ele do que a mim e à Simone [Tebet]”, afirmou em uma entrevista exclusiva ao g1.

Marina nasceu no Acre, mas é deputada federal por São Paulo desde 2022. Simone Tebet nasceu em Mato Grosso do Sul e pela primeira vez vai concorrer a um cargo em São Paulo. As duas lideram as pesquisas de intenção de voto para o Senado.

Críticas de Tarcísio

Durante agenda pública realizada nesta terça-feira (7), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), questionou a trajetória política da acreana e afirmou que ela não representa o estado paulista.

Ao defender os pré-candidatos aliados Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), Tarcísio criticou Marina Silva e também a ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), por terem construído suas carreiras políticas em outros estados antes de disputar uma vaga ao Senado por São Paulo.

“Com todo respeito às duas candidatas ao Senado dos outros partidos, elas não começaram a fazer política em São Paulo, não elegeram esse Estado para servir. Foram servir o Mato Grosso do Sul e o Acre, e levaram o cartão vermelho do Mato Grosso do Sul e do Acre. Se fossem concorrer por lá, lá não seriam eleitas”, declarou o governador.

Marina destacou que enxerga tratamento desigual em relação a homens e mulheres na política. “Ele acha que para ele vir fazer política aqui é natural, e para mim, a Simone, não. E eu acho que tem também uma atitude de preconceito contra as mulheres, de se acharem donos do mundo”, disse.

“Nós podemos montar o nosso território, a nossa barraca, onde quisermos. As mulheres vão ser sempre vistas como estrangeiras, como se devessem ficar do lado de fora”, disse.

Marina afirmou que São Paulo tem histórico de acolhimento de pessoas vindas de outras regiões do país, e lembrou que Tarcísio, que nasceu no Rio de Janeiro, também construiu sua trajetória política no estado.

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