isolada
Depois de assumir a candidatura presidencial do PSB com a morte de Eduardo Campos em agosto do ano passado, e liderar as pesquisas de intenção de voto em alguns momentos, a ex-senadora acreana Marina Silva se vê a cada dia isolada, perdendo o apoio de importantes lideranças nacionais. É o que mostra reportagem da “Folha de São Paulo” publicada neste domingo (25).
Entre as principais perdas para Marina está Walter Feldman, um dos “marineiros” mais entusiastas na formação de um novo grupo político, tendo a ex-senadora como líder maior. Outra perda é de Luiza Erundina (PSB). Os dois coordenaram a última campanha presidencial de Marina, mas abandonaram o projeto da Rede Sustentabilidade.
Segundo o jornal, parte da militância da Rede também está rompida, e trabalha para a formação de outro partido, o Avante. Um dos motivos para este descontentamento se deu pelo fato de ela apoiar a candidatura de Aécio Neves (PSDB) no segundo turno. Para Erundina, a escolha pelo tucano foi “equivocada” e “incoerente”.
Marina tem estado longe dos holofotes há mais de um mês. Outro motivo para o fim da lua de mel dos “marineiros” com a ex-presidenciável foi o desdém com a posse dos aliados eleitos. Ela não compareceu à solenidade de posse de Rodrigo Rollemberg no governo do Distrito Federal; ele foi um dos principais cabos eleitorais da então candidata.