Maternidade: deputado diz que bebê morreria mesmo que estivesse em São Paulo, Minas ou Acre

Por Wania Pinheiro, ContilNet 08/06/2016 às 08:29
Projeto é de autoria do deputado Heitor junior

O deputado estadual Heitor Júnior (PDT) fez uso da tribuna na manhã desta terça-feira (6) para reforçar que a investigação a ser realizada pela comissão de sindicância da Assembleia Legislativa a respeito da morte de bebês na maternidade pública Bárbara Heliodora vai ser feita de maneira séria e responsável.

Em seu discurso o deputado declarou que o governo reconhece que o sistema de saúde do estado possui falhas, mas que procura providenciar o melhor tratamento possível aos pacientes, cuidado esse que vai desde a composição do corpo de profissionais até as máquinas adquiridas pela maternidade.

E aproveitou ainda para reforçar que os ataques feitos a parlamentares e à equipe da maternidade, culpando-os pela morte dos bebês, têm deixado mães assustadas, fazendo que estas recorram aos hospitais do estado de Rondônia.

“O sistema de saúde do estado obviamente não é perfeito. Nós sabemos que ainda existem problemas a serem resolvidos, no entanto é necessário muito cuidado pra não fazer esse tipo de pré-julgamento e atacar a figura de parlamentares e da equipe médica da maternidade por uma morte como a do bebê que tinha o coração crescido, que no caso seria inevitável”, afirmou.

Segundo Heitor Júnior, a morte do bebê de Marly Silva, que de acordo com laudo nasceu com “coração crescido”, não poderia ser evitada, independentemente do estado em que a maternidade estivesse ou até mesmo do procedimento utilizado.

“O bebê que, infelizmente, veio a óbito nesse último final de semana, do caso do coração crescido, mesmo que o parto fosse normal ou cesáreo como foi, aqui, em São Paulo ou Minas Gerais, infelizmente viria a falecer do mesmo jeito”, discursou.

A deputada estadual Eliane Sinhasique (PMDB) reforçou a importância e a seriedade com que a comissão de  sindicância deve ser conduzida para que fique comprovado que o sistema de saúde necessita de uma atenção especial por parte do governo do estado, já que os problemas, segundo ela, vão desde o número de profissionais disponíveis até a estrutura física da maternidade.

“Nós instalamos a sindicância que vai fazer essa apuração dos fatos que vêm acontecendo na maternidade Bárbara Heliodora. O deputado Heitor Júnior, que é o presidente da sindicância, agora tem a missão de iniciar as oitivas com muito rigor, para que fique comprovado o que já estamos falando aqui há tantos dias, que a maternidade passa por problemas em seu corpo de profissionais, máquinas utilizadas e, principalmente, no espaço físico do prédio”, comentou.

Conteúdo Original / Fonte: Mortes de crianças

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