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Médica do Acre destaca legado de irmã, educadora que dá nome a CASE na BA

Por Maria Fernanda Arival, ContilNet 01/07/2026 às 15:06
Médica do Acre destaca legado de irmã, educadora que dá nome a CASE na BA

Célia e Fátima. — Foto: Reprodução

O governo da Bahia inaugurou, na última terça-feira (30), a nova Comunidade de Atendimento Socioeducativo (CASE) Maria de Fátima Rocha, em Salvador. A unidade homenageia educadora, referência na socioeducação baiana e irmã da médica pneumologista Célia Rocha, que atua no Acre há décadas.

A unidade, vinculada à Fundação da Criança e do Adolescente (FUNDAC), passou por ampla reforma, ampliação e modernização, com investimento de R$ 18,2 milhões, e integra as ações do Programa Bahia pela Paz.

Ao ContilNet, a médica Célia Rocha relembrou a atuação profissional da irmã, que faleceu em março de 2026, aos 79 anos.

“Formada em Filosofia, extremamente inteligente, sinônimo de competência, eficácia, consultora da ONU, viajou o mundo dando conferência, inclusive esteve aqui no Acre a convite do Jorge Viana. Durante 25 anos dirigiu essa instituição em Salvador, a Fundac, uma instituição que atua na questão da recuperação, na reabilitação do adolescente que cometeu ato infracional, levando de volta a sociedade. Foi uma lutadora ferrenha dos direitos humanos. É uma homenagem para ela e reconhecimento pelo seu maravilhoso trabalho como socioeducadora, que ela sempre deu show. Agradecimento do governo da Bahia e agradecimento da atual gestora da FUNDAQ, Regina Afonso”, disse a médica.

Maria de Fátima Rocha é irmã da médica Célia Rocha

Célia Rocha agradeceu a homenagem à irmã/Foto: Reprodução

 

“Nossa família, eu como irmã, estou muito orgulhosa. E eles escreveram coisas lindas sobre ela. Ela deixa um legado… avó, esposa, mãe, deixa um legado fabuloso. Ela é um exemplo de vida para qualquer pessoa”, completou.

A nova CASE foi reestruturada para qualificar o atendimento a adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas de internação e internação provisória. A iniciativa busca fortalecer o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) na Bahia e ampliar a capacidade de atendimento da rede estadual.

Com a reforma, a capacidade da unidade foi ampliada de 90 para 135 vagas, incluindo um módulo de internação provisória com capacidade para receber 30 adolescentes.

A estrutura também passou a contar com anexos das redes estadual e municipal de ensino, módulo de saúde, oficinas profissionalizantes, ginásio poliesportivo, salão de jogos, espaço multiuso e ambiente ecumênico.

Dispositivo da cerimônia de entrega da nova unidade

Dispositivo da cerimônia de entrega da nova unidade/Foto: Reprodução

Em uma publicação do Instagram da fundação destaca-se a fala do secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, que falou sobre a importância da nova comunidade de atendimento educativo para a Bahia.

“Essa entrega se soma também a outras reformas estruturais que vem sendo feitas em todas as unidades, tanto do ponto de vista da modernização com a instalação de scanner corporal, videomonitoramento que permitam mais segurança em garantia de direitos para pessoas, como também com a estabilização de uma política de educação, cultura e saúde dentro do sistema socioeducativo baiano”.

Nova unidade atenderá adolescentes

Nova unidade atenderá adolescentes/Foto: Reprodução

A diretora geral da Fundac, Regina Affonso, destaca que a inauguração da Case Maria de Fátima Rocha transcende a entrega de uma obra física. “O que nós estamos entregando hoje ao povo da Bahia é a materialização da dignidade”, disse.

Maria de Fátima Rocha

Maria de Fátima Rocha foi educadora e referência na socioeducação baiana. Natural de João Pessoa (PB), iniciou a carreira como professora antes de ingressar, em 1976, no então Serviço Estadual de Assistência ao Menor (SEAM), onde desenvolveu projetos voltados à prevenção e ao atendimento de adolescentes.

Maria de Fátima Rocha é irmã da médica Célia Rocha

Maria de Fátima Rocha é irmã da médica Célia Rocha/Foto: Reprodução/Redes sociais

Célia Rocha destacou, ainda, que a irmã, quando jovem, participou de um congresso da União Nacional dos Estudantes, em São Paulo, quando foram presos e levados para o presídio de Tiradentes. “A Dilma Rousseff era da época e muita gente foi levada para o presídio Tiradentes. Foi um movimento no país e em toda sociedade por causa da prisão desses estudantes”, disse.

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