Sindicalistas ligados ao Sindicato dos Médicos (Sindmed), Trabalhadores em Saúde (Sintesac) e dos Técnicos, Auxiliares e Enfermeiros (Spat) estão se mobilizando para, a partir da próxima semana, deflagrarem uma greve geral por tempo indeterminado. A reunião com os membros das três entidades está marcada para a próxima sexta-feira (4).
O presidente do Sindmed, Ribamar Costa, informou que, desde o dia 28 de janeiro, as negociações não são consumadas. “Apresentamos 21 reivindicações, sendo que o governo solicitou que as propostas fossem reclassificadas por ordem de prioridade, colocando como temas urgentes aqueles que não exigissem gastos”, disse o sindicalista, para quem as propostas visam melhorar o atendimento oferecido à população.
Quanto às demais categorias, a demissão dos trabalhadores terceirizados reduziu em até 50% os salários de alguns servidores da saúde. “Os descontos em folha chegam até R$ 1 mil, sob o argumento de faltas. Houve uma redução na escala de auxiliares, técnicos e enfermeiros causando sobrecarga em maternidades, hospitais regionais e até em UTI´s”, explicou a presidente do Spat, Maria Rosa da Silva.
A presidente da CUT e Sinteac, Rosana Nascimento, disse que os primeiros cortes foram nos salários dos trabalhadores em educação, causando transtorno e comoção entre os sindicalistas. “O governo não está levando a sério o serviço de saúde, além de desrespeitar os profissionais, oferecendo contratos precários, colocando em risco a população e o médico que também sofre com a falta de uma gestão mais eficiente”, protestou Nascimento.

