A Polícia de São Paulo indiciou um motorista de aplicativo de 47 anos por suspeita de estuprar uma estudante de 20 que pediu um carro ao sair de uma confraternização em um bar no bairro de Pinheiros, Zona Oeste da capital.
A jovem narrou à polícia que saiu do bar por volta das 4h e acordou no meio da tarde, sem saber ao certo como tinha chegado em casa, sentindo dores na área genital e com uma conta de R$ 109 no aplicativo. No detalhamento da corrida, ela percebeu que o trajeto feito pelo motorista , que dura no máximo 30 minutos, durou cinco horas.
Em entrevista ao programa SP2, a estudante, que não foi identificada, conta que estava alcoolizada e tinha poucos flashes do que ocorreu. Ela narrou lembrar do carro em movimento e depois lembrar do motorista no banco de trás do veículo junto a ela, que já estava com as calças abaixadas. Câmeras de segurança no trajeto feito pelo carro mostram o motorista parando o veículo e indo para o banco de trás.
Em depoimento à polícia, o motorista confirmou o ato sexual, mas afirmou que foi “seduzido” pela estudante. Ele foi indiciado por estupro e pode ser indiciado por estupro de vulnerável, já que a vítima não tinha condições de reagir por causa da embriaguez.
A jovem está sob uso de um coquetel de medicamentos para evitar Doenças Sexualmente Transmissíveis e aguarda resultado de exames. Ela contou que conferiu a avaliação do motorista antes da corrida e que confiou em fazer a viagem porque ele tinha cinco estrelas.
A reportagem aguarda retorno da 99, aplicativo no qual jovem solicitou corrida, sobre o assunto.
