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Em depoimento nesta terça-feira (5), na CPI da Petrobras da Câmara dos Deputados, o ex-diretor de Operações da Petrobras, Paulo Roberto Costa, não confirmou o nome do governador do Acre Tião Viana (PT) como um dos supostos políticos que receberam dinheiro ilícito no esquema do petrolão.
O deputado Ivan Valente (Psol-SP) leu durante a sabatina de Costa o nome dos 52 políticos que foram citados nas delações premiadas dos operadores do esquema.
O ex-diretor não confirmou, porém, o nome do governador Tião Viana, nem do senador Gladson Cameli (PP), ambos incluídos na chamada “listão do Janot” – uma referência ao pedido de investigação feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra os políticos suspeitos de recebimento de doação ilegal.
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Questionado pelo deputado acreano Léo de Brito (PT) se já tinha mantido algum tipo de contato ou relacionamento com Tião Viana, o ex-diretor negou qualquer proximidade com o petista.
Sobre a razão de ter citado o governador do Acre, o delator afirmou que o nome de Viana estava em uma lista de políticos elaborada pelo doleiro Alberto Youssef, que teriam sido agraciados por ele em doações para a campanha eleitoral de 2010.
“Eu suponho que este dinheiro [R$ 300 mil] tenha chegado [até o então senador Tião Viana] pelo o que ele [Alberto Youssef] me falou, e pelo o que ele me falou foi: ‘Paulo esta lista foi cumprida”, afirmou o ex-diretor.
Léo de Brito questionou, ainda, o fato de que em sua delação premiada o doleiro tenha negado ser o responsável por eventuais pagamentos realizados ao governador acreano.
No começo de abril, o governador do Acre teve pedido de investigação feito pelo Ministério Público aceito pelo Superior Tribunal de Justiça, instância onde tramita o inquérito contra o petista e o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB).
Tião Viana nega todas as acusações feitas pelos delatores do “petrolão”, afirmando que toda a prestação de contas da campanha de 2010 foi aprovadas pela Justiça Eleitoral, e que todas as doações foram declaradas.