Neste domingo é comemorado o Dia da Consciência Negra; saiba mais sobre esta data

Por Marina, ContilNet 20/11/2016 às 10:26

1416503653_zumbi-dos-palmares-480x300Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, supostamente morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.

A homenagem a Zumbi, embora questionada por historiadores na atualidade, faz referência a esse personagem histórico que representou a luta do negro contra a escravidão no período do Brasil Colonial.

Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.

Importância da Data

A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a valorização da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira.

A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Entretanto, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão. Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados heróis nacionais.

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Valorização da Cultura Negra no Acre

No início deste ano, foi sancionada a Lei Estadual 3.135, de 1° de junho de 2016, que promove a valorização da raça negra e povos indígenas nas peças publicitárias produzidas no âmbito da administração pública do Estado do Acre. De acordo com a determinação, a partir de agora, “fica assegurada a participação de pessoas de raça negra e povos indígenas nas peças publicitárias em que for necessária a presença do elemento humano”.

O documento também proíbe a criação de peças com teor depreciativo: “Na propaganda realizada pela administração pública estadual, nenhum grupo étnico será apresentada de forma depreciativa ou modo a criar atitudes de rejeição ou antipatia”, acrescenta a determinação.

Para a chefe do Departamento de Promoção de Igualdade Racial do Estado do Acre, Almerinda Cunha, a lei acabou sendo uma resposta a antigas reivindicações do Movimento Negro no Estado. Ela defende que a publicidade deve mostrar nuances que condizem com a realidade da população acreana.

Com informações do G1 e suapesquisa.com.

Conteúdo Original / Fonte: REDAÇÃO CONTILNET

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