No Acre, menino de 7 anos impressiona com talento no tecido acrobático

Apaixonado pela arte, menino encara apresentações com naturalidade e já fala em seguir no mundo artístico

Por Sávio Buriti, ContilNet 22/06/2026 às 14:14
"O tecido foi um lugar onde ele se sentiu acolhido desde o início, e isso faz toda a diferença” - Foto: Cedida

Com apenas 7 anos, José Luíz já chama atenção pela desenvoltura e pelo talento no tecido acrobático. O menino, que começou a praticar a modalidade no ano passado, encontrou na arte não só uma forma de se expressar, mas também um espaço de acolhimento, disciplina e desenvolvimento pessoal. 

O interesse pelo tecido surgiu a partir de uma iniciativa da família, que buscava inserir o garoto em alguma atividade artística. A escolha acabou se tornando uma paixão logo no primeiro contato. “Nós queríamos que ele fizesse alguma atividade artística e o levamos para uma aula experimental. Na primeira aula, ele se apaixonou pela modalidade”, contou o pai, Júnior Marcos, em entrevista ao ContilNet. 

José Luíz iniciou os treinos aos 6 anos e, segundo a família, se adaptou com rapidez. Desde então, passou a encarar as apresentações com naturalidade, sem demonstrar nervosismo, algo que impressiona quem acompanha de perto sua trajetória. Fora do tecido, ele também já demonstra afinidade com o universo artístico: faz aula de teclado, gosta de música, dança e se envolve com diferentes atividades. 

José Lucas iniciou os treinos aos 6 anos e, segundo a família, se adaptou com rapidez. - Foto: Reprodução

José Lucas iniciou os treinos aos 6 anos e, segundo a família, se adaptou com rapidez. – Foto: Cedida

O pai explica que a família sempre incentivou o menino em tudo o que ele gosta de fazer e que o apoio ao tecido acrobático veio da mesma forma. “A família toda sempre apoiou bastante quando ele começou, assim como basicamente tudo o que ele faz. A gente sempre busca apoiar tudo aquilo de que ele gosta”, afirmou Júnior Marcos. 

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Segundo ele, o envolvimento da família vai além da torcida. Os avós ajudam na rotina e levam José Lucas para os treinos, que acontecem uma vez por semana. “Todo mundo participa. Os avós o levam para os treinos, então é uma construção de toda a família junto com ele”, destacou. 

No dia a dia, José Luíz é descrito como uma criança ativa, dedicada e competitiva. “Ele é bem competitivo. Quando começa a fazer uma coisa, se dedica de verdade e gosta muito de fazer bem feito”, contou o pai. A entrada no tecido também teve um propósito importante dentro da rotina do menino. “A gente começou também como uma forma de ocupar o tempo dele, porque ele é muito ansioso, muito ativo, tem muita energia. Então era uma maneira de canalizar tudo isso”, acrescentou. 

“Ele é bem competitivo. Quando começa a fazer uma coisa, se dedica de verdade e gosta muito de fazer bem feito” - Foto: Reprodução

“Ele é bem competitivo. Quando começa a fazer uma coisa, se dedica de verdade e gosta muito de fazer bem feito.” – Foto: Cedida

Além do talento, o tecido acrobático passou a representar um ganho importante para o desenvolvimento de José Luíz. O pai relata que Lucas tem TDAH e enfrenta dificuldades de concentração, mas que a arte tem contribuído de forma positiva nesse processo. “O tecido ajuda muito no foco. A arte tem ajudado bastante nisso”, explicou Júnior Marcos. 

A prática também trouxe reflexos na autoconfiança do menino. Segundo o pai, ele ficou mais seguro, desenvolto e feliz com as próprias conquistas. O ambiente acolhedor das aulas e as amizades construídas dentro da modalidade ajudaram a fortalecer ainda mais esse vínculo com o tecido. 

"Nós damos todo o incentivo e procuramos deixar que ele escolha os caminhos que quer seguir." - Foto: Reprodução

“Nós damos todo o incentivo e procuramos deixar que ele escolha os caminhos que quer seguir.” – Foto: Cedida

Hoje, José Luíz já fala sobre o futuro com convicção. Seu sonho é continuar se apresentando e seguir carreira artística, algo que recebe total apoio da família. 

“Eu fico muito feliz porque é algo de que ele realmente gosta. Nós damos todo o incentivo e procuramos deixar que ele escolha os caminhos que quer seguir. O tecido foi um lugar onde ele se sentiu acolhido desde o início, e isso faz toda a diferença”, concluiu o pai. 

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