O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços em exercício, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quarta-feira (1º), em Rio Branco, que o governo brasileiro mantém negociações com os Estados Unidos sobre temas comerciais e que as tratativas seguem até o prazo de 15 de julho.
A declaração foi dada durante o evento de lançamento do Painel de Oportunidades do Acordo Mercosul-União Europeia por Estado na Amazônia, promovido pela ApexBrasil e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), no auditório do Sebrae Acre.
Segundo o ministro, novas reuniões técnicas já foram realizadas nesta semana e outras ainda estão previstas.
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“Estamos fazendo negociações. Fizemos ainda segunda-feira uma reunião técnica, mais uma reunião técnica, mas na semana passada tivemos uma outra reunião de alto nível. As reuniões prosseguem, prosseguirão ainda nesta semana. O prazo fatal é 15 de julho e nós estamos negociando”, afirmou.
Márcio Elias Rosa defendeu que as discussões permaneçam restritas às questões comerciais e criticou a inclusão de temas ideológicos no processo de negociação.
“Permaneça na mesa de negociação apenas as questões comerciais. Que as questões ideológicas que interessam a alguns não estejam na mesa. O palco de discussão é técnico”, declarou.
O ministro também afirmou que as negociações não podem atender exclusivamente aos interesses de um dos lados.
“Não pode ser exclusivamente voltado para atender o interesse norte-americano ou interesses, às vezes, egoísticos de brasileiros, como infelizmente já vimos acontecer”, disse.
Acordo com a União Europeia
Durante a coletiva, Márcio Elias Rosa também comentou os efeitos do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Segundo ele, o tratado representa uma oportunidade para ampliar as exportações brasileiras, com redução gradual das tarifas de importação.
“Veja como é interessante. O acordo que começou agora em 1º de maio já vai produzir a redução a zero tanto de produtos que vêm da União Europeia quanto dos nossos que vão para lá”, afirmou.
O ministro acrescentou que o acordo tende a beneficiar mais os países do Mercosul.
“O acordo beneficia mais o Mercosul do que a União Europeia. Cerca de 96% do que nós exportamos ficará com tarifa zero”, declarou.
O evento reuniu produtores, empresários, cooperativas e representantes de instituições públicas para apresentar uma plataforma desenvolvida pela ApexBrasil que identifica oportunidades de exportação para produtos amazônicos no mercado europeu.


