
Às vésperas do Dia Internacional do Trabalhador, a presidente Dilma Rousseff (PT) defendeu a agilidade na regulamentação da terceirização no país, enquanto o vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC) classificou o projeto como retrocesso aos direitos trabalhistas.
Em entrevista à imprensa na quinta-feira (30), Dilma se disse contrária à parte do Projeto de lei 4330, mas pediu agilidade na regulamentação da matéria, afirmando que é “ necessária e urgente”.
Não concordando com a presidente da República, o petista acreano Jorge Viana defendeu em Plenário a adoção de “políticas inteligentes”, que modernizem a legislação e gerem empregos, e classificou o projeto da terceirização como um “retrocesso aos direitos trabalhistas”.
Em discurso no plenário do Senado na quinta-feira (30), Jorge Viana disse que a Câmara aprovou o texto sem ouvir a classe trabalhadora, acrescentando que o Senado não pode aceitar a votação “a toque de caixa” de um projeto que torna os terceirizados “joguetes” dos empregadores.
“Se nós modernizarmos a legislação, preservando o direito dos trabalhadores, criarmos mecanismos de políticas públicas que estimulem a geração de emprego, o Brasil vai seguir sendo um diferencial no mundo “, afirmou.
Até mesmo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, há dois dias, criticou projeto de lei, que permite a terceirização de todas as atividades de uma empresa, aprovado no último dia 22 na Câmara dos Deputados e já em tramitação no Senado. De acordo com Lula, o projeto representa um “retrocesso” a uma época anterior ao governo Getúlio Vargas.
Sem enxergar motivos para comemorar, o presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, ameaçou com uma greve geral em todo o País se o projeto de terceirização for votado no Senado Federal sem mudanças negociadas e debatidas com a sociedade.
