opinião
Os primeiros chutes numa bola de futebol desferidos pelo manauara Waldemir Palheta Torres como jogador de um time federado aconteceram em 1962. Ele, que nasceu em 9 de março de 1947, estava com 15 anos quando estreou na lateral-direita do Fast Club, da sua cidade natal. Daí até 1982, quando encerrou a carreira jogando pelo Sul-América, também de Manaus, foram muitas glórias e troféus conquistados.
Nos anos de 1964 e 1965, Palheta mudou de time duas vezes, passando respectivamente por Nacional e São Raimundo, sempre na condição de juvenil. Mas foi em 1966, ao ingressar como soldado no Centro de Instrução de Guerra na Selva (Sigs) do Exército Brasileiro, ainda em Manaus, que o seu destino de se tornar um dos melhores zagueiros do futebol acreano começou definitivamente a ser traçado.
A mudança entre estados aconteceu justamente por causa do futebol. É que um capitão de nome Dualib, que exercia suas funções na 4ª Companhia de Fronteira, com base em Rio Branco, entendeu que Palheta era o nome certo para reforçar o Grêmio Atlético Sampaio (GAS), time da corporação que disputava o campeonato de futebol amador do Acre. Convite feito, convite aceito. Palheta se mudou e ficou por dez anos.
