O clima de festa tomou conta da Rua Edmundo Pinto, em Rio Branco, na manhã desta segunda-feira (29). Após conquistar, pela oitava vez, o título do campeonato “Minha Rua é Louca pelo Brasil”, da Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola do Acre (Acisa), em Rio Branco. Os moradores se reuniram para celebrar a premiação e acompanhar a partida entre Brasil e Japão.
A comemoração contou com café da manhã, música e, mais tarde, um churrasco organizado pelos próprios moradores, reforçando uma tradição que atravessa gerações.

Moradores da Rua Edmundo Pinto comemoram a oitava vitória/Foto: Juan Vinícius/ContilNet
Uma das coordenadoras da decoração, Jusete Nasserala, contou que, apesar da dúvida inicial sobre participar da competição, a comunidade decidiu unir forças e transformar a rua em um grande cenário inspirado na história da Seleção Brasileira.
“Essa rua já tem tradição de a gente fazer em toda a Copa. Então, essa vez, a gente ficou indecisa se ia fazer, se não ia. Menos de 15 dias atrás, a gente disse: “Vamos fazer”. Pegamos e fomos fazer cota, pedindo aos moradores da rua, do bairro, contribuição para nos ajudar. E aí saiu, graças a Deus. A gente ficou dia e noite aqui na rua, totóia bronzeada, né? De tanto pegar sol. E estamos aqui”, disse.

Jusete Nasserala/Foto: Juan Vinícius/ContilNet
Segundo ela, foram mais de duas semanas de trabalho intenso. Os moradores confeccionaram bandeirinhas, pinturas e detalhes da decoração, enfrentando até pequenos ferimentos causados pelo manuseio da cal utilizada nas pinturas da rua.
A decoração homenageia a trajetória da Seleção Brasileira, com referências aos títulos mundiais conquistados pelo país, o escudo da CBF, a taça da Copa, uma bola estilizada e outros elementos ligados ao futebol. As crianças também participaram da produção, sendo responsáveis por parte dos desenhos.

Decoração homenageia a trajetória da Seleção Brasileira/Foto: Juan Vinícius/ContilNet
“Decidimos também colocar todos os anos que o Brasil foi campeão. A gente fez uma taça, que nós todos estamos almejando essa taça, todos os brasileiros. Depois a gente fez uma mexicana, que a gente gosta muito do México, de mexicana. Aí ela falou, vamos fazer uma mexicana, aí fizemos. As crianças mesmo fizeram aquele campo lá. Ninguém se meteu, eles fizeram do jeito deles”, completou.
Mesmo após a conquista do título, a expectativa continuava voltada para o jogo da Seleção. Confiante, Jusete apostou em uma vitória brasileira por 2 a 1 sobre o Japão.
Morador da Rua Edmundo Pinto há 23 anos, Carlos Nasserala destacou que a tradição já existia quando chegou ao bairro e que hoje faz questão de contribuir para mantê-la.
“Eu estou muito feliz, com essa vitória e outras a passada também. É um negócio diferente. Só para quem está aqui perto. E é uma coisa tudo muito simples. Você vê que os enfeites, as pinturas foram feitas por criança, pelas pessoas idosas, por jovem que moram aqui na rua. É um diferencial isso aqui da rua Edmundo Pinto”, disse Carlos.

Carlos Nasserala/Foto: Juan Vinícius/ContilNet
Para a partida entre Brasil e Japão, Carlos demonstrou ainda mais otimismo e apostou em uma vitória por 3 a 1 da Seleção Brasileira.
“Eu estou acreditando com muita fé que o Brasil vai terminar com 3 anos para o Brasil. Uma vitória muito bacana, né? O pessoal está falando muito do passado que o Japão ganhou a primeira do Brasil, que era um amistoso, mas agora é para valer e nós vamos sair de 3 a 1, com certeza”, declarou com entusiasmo.
Além da comemoração, a edição deste ano também foi marcada por uma homenagem ao morador Arleudo Texeira Pinto, falecido recentemente e que durante décadas participou ativamente das decorações da rua.

Moradores se reuniram para celebrar a premiação e acompanhar a partida entre Brasil e Japão/Foto: Juan Vinícius/ContilNet
O filho dele, Herbert Carlos Pinto, lembrou que o pai sempre esteve envolvido nas festividades e que a comunidade fez questão de manter sua memória viva.
“Meu pai Arleudo era um guerreiro, um bom vizinho, um bom pai, um bom esposo, mais de 50 anos junto com a minha mãe. Aqui na rua ele era um cara que todos gostavam dele. Participava dos eventos, colaborava, toda a Copa do Mundo ele enfeitava também. Além da rua que ele ajudava a enfeitar, ele enfeitava a nossa calçada. Era aquela animação. E é bem difícil essa primeira Copa sem ele aqui. Sem a ajuda dele, sem a presença dele aqui”, relembrou.

Herbert, lembrou que o pai sempre esteve envolvido nas festividades/Foto: Juan Vinícius/ContilNet
O filho de Arleudo destacou a homenagem prestada pelos moradores da Rua Edmundo Pinto, que confeccionaram um banner em memória do pai e mantiveram sua tradicional cadeira no mesmo local onde ele costumava acompanhar as comemorações da Copa do Mundo.
“A vizinhança fez uma homenagem para ele. Fizeram um banner, que colocamos na frente da nossa casa. A cadeirinha dele também ficou no mesmo lugar onde ele sempre ficava. A memória dele vai permanecer viva entre nós. Ele era uma pessoa muito presente, querida por toda a comunidade e sempre ajudava nas comemorações aqui da rua”, completou.

Herbert, lembrou que o pai sempre esteve envolvido nas festividades/Foto: Juan Vinícius/ContilNet
Pela oitava vez campeã do concurso de ruas decoradas, a Rua Edmundo Pinto comemora a tradição que faz do local um dos principais símbolos da festa da Copa do Mundo em Rio Branco.

Moradores se reuniram para celebrar a premiação e acompanhar a partida entre Brasil e Japão/Foto: Juan Vinícius/ContilNet

Moradores se reuniram para celebrar a premiação e acompanhar a partida entre Brasil e Japão/Foto: Juan Vinícius/ContilNet

Moradores se reuniram para celebrar a premiação e acompanhar a partida entre Brasil e Japão/Foto: Juan Vinícius/ContilNet

Moradores se reuniram para celebrar a premiação e acompanhar a partida entre Brasil e Japão/Foto: Juan Vinícius/ContilNet

