
Governador Tião Viana (PT)
A Procuradoria Geral da República pediu ao Superior Tribunal de Justiça o arquivamento do inquérito aberto para investigar o governador do Acre, Tião Viana (PT), na Operação Lava Jato.
Ele é investigado no tribunal desde março do ano passado, acusado de ter recebido R$ 300 mil na campanha ao Senado, em 2010, da empresa Iesa Óleo e Gás, fornecedora da Petrobras e investigada na Lava Jato.
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou que repassou R$ 300 mil à campanha eleitoral dele. Na agenda do ex-diretor, apreendida pela PF, consta a inscrição “0,3 Tvian” que, segundo Paulo Roberto, é a referência ao pagamento à Tião Viana.
O governador já afirmou que a doação foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Acre e “não tem nada de ilegal”.
No pedido de arquivamento, confirmado à TV Globo por investigadores, a vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, reconhece a ligação entre o repasse e o esquema de corrupção na Petrobras – além de concluir que, se fosse uma simples doação eleitoral, não faria sentido Paulo Roberto Costa ter controle sobre a quantia e o destino do diheiro.
Apesar disso, a vice-procuradora-geral argumenta que não há provas de que Tião Viana soubesse que o dinheiro doado tinha relação com os desvios na Petrobras.
É a primeira vez que esse entendimento é defendido pela Procuradoria Geral da República na Lava Jato – de que há provas de que dinheiro ilegal chegou a uma campanha eleitoral, mas isentando o candidato por não ter conhecimento da ilegalidade.
Sobre a investigação do governador do Acre, a Procuradoria entendeu que o controle do dinheiro ilegal era da direção do PT, que se responsabilizou pela divisão do que foi arrecadado, destinando uma parte à campanha de Tião Viana ao Senado.
