Os telespectadores que acompanharam o programa partidário do PMDB exibido nessa quinta-feira (26) notaram que uma mensagem subliminar foi passada à sociedade a respeito do posicionamento da sigla perante os escândalos envolvendo o governo e o partido da presidente Dilma Rousseff (PT).
Para quem acompanhou o programa, em momento algum o vice-presidente da República, Michel Temer, os presidentes da Câmara e Senado, além dos ministros, destacaram o nome ou ações relacionadas ao PT ou à presidente Dilma.
Ao relacionarem os feitos e trabalhos de cada ministério, as lideranças do PMDB exaltam o compromisso do partido com o Brasil, e ressaltam a frase dita pelo vice-presidente – “o PMDB sempre vai escolher e apoiar o Brasil” – deixando a entender, subliminarmente, uma postura crítica ao envolvimento do PT nas acusações de corrupção.
Se forem fundamentados os rumores de que Dilma estaria pensando em deixar a presidência por não aguentar a pressão popular expressada em vários pedidos de impeachment, que já foram protocolados, o programa do PMDB deixou subentendido que defende a decisão do povo, seja ela qual for.
O grande questionamento são os motivos pelos quais o PMDB preferiu não relacionar as ações dos ministérios que comanda com a presidente Dilma e o aliado PT. Afinal, de um aliado se espera o apoio, principalmente, nos momentos de crise.
Veja o vídeo e entenda você mesmo os motivos que levaram o PMDB a não destacar a presidente do Brasil, que escolhe os comandantes dos ministérios para realizar seu programa de governo petista.
Veja o vídeo:
{youtube}wG2aU2lNjFc{/youtube}
