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Servidores acusam reitoria da Ufac de dificultar transição de mandato

Por Anne Nascimento, ContilNet 25/06/2026 às 11:24
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ContilNet entrou em contato com a atuação gestão para tentar um posicionamento oficial — Foto: Prefeitura de Rio Branco

A criação de uma corregedoria na Universidade Federal do Acre (Ufac), nos últimos meses da atual gestão, provocou reação de entidades sindicais da instituição. Em manifesto divulgado nesta quinta-feira (25), o Sindicato dos Técnicos-Administrativos em Educação do Terceiro Grau do Acre (Sintest) e a Associação dos Docentes da Ufac (Adufac) acusam a reitoria de adotar medidas que, segundo as entidades, podem comprometer a autonomia da futura administração eleita para o quadriênio 2026-2030.

O ContilNet entrou em contato com a atuação gestão para tentar um posicionamento oficial, mas, até o fechamento desta matéria, não recebeu resposta. O espaço, no entanto, segue aberto.

O documento sustenta que a comunidade universitária escolheu democraticamente, em processo eleitoral disputado, a chapa “Dialogando com as Pessoas e Construindo o Futuro!”, liderada pelos professores Josimar Batista e Marco Amaro. Para os sindicatos, a atual gestão deveria concentrar esforços em uma transição administrativa “respeitosa e republicana”, mas estaria adotando decisões capazes de limitar a atuação dos futuros dirigentes.

A principal crítica recai sobre a criação, por meio de decisão ad referendum, de uma unidade correcional na universidade. Embora reconheçam que uma corregedoria seja uma estrutura necessária e alinhada às recomendações da Controladoria-Geral da União (CGU), as entidades questionam o momento escolhido para sua implantação.

Servidores acusam reitoria da Ufac de dificultar transição de mandato

Segundo o manifesto, a atual administração teve anos para estruturar o órgão, mas somente decidiu fazê-lo após o resultado das eleições internas. — Foto: ContilNet

Segundo o manifesto, a atual administração teve anos para estruturar o órgão, mas somente decidiu fazê-lo após o resultado das eleições internas. Para Sintest e Adufac, a medida gera suspeitas de que a nova estrutura possa ser utilizada como instrumento de influência política após o encerramento do mandato da atual reitora.

“As entidades não são contra a criação da corregedoria, mas contra sua possível instrumentalização política”, afirmam os sindicatos.

O texto também aponta preocupação com a concentração histórica das atividades correcionais na própria Reitoria, responsável por analisar denúncias, instaurar processos e deliberar sobre procedimentos disciplinares. Nesse contexto, os sindicatos mencionam a existência de um processo administrativo que estaria sem decisão desde novembro de 2025, envolvendo um professor apontado como aliado político da atual gestão.

Para as entidades, a combinação entre a demora na análise de determinados casos e a criação da corregedoria no fim do mandato reforça a necessidade de um debate mais amplo sobre a nova estrutura.

No manifesto, Sintest e Adufac defendem que qualquer mudança institucional dessa natureza seja discutida nos órgãos colegiados da universidade e conte com a participação da gestão eleita. As entidades também cobram critérios técnicos, transparência e garantias de independência para a escolha da futura chefia da corregedoria.

Servidores acusam reitoria da Ufac de dificultar transição de mandato

Adufac e Sintest fizeram manifesto. — Foto: Reprodução

Ao final, os sindicatos afirmam que permanecerão mobilizados em defesa da autonomia universitária e da democracia interna da instituição. O documento sustenta que a Ufac pertence à comunidade acadêmica e à sociedade acreana, e não a grupos políticos ou gestões específicas.

“O respeito à vontade democrática da comunidade universitária e a realização de uma transição transparente e republicana são fundamentais para a preservação da autonomia e da credibilidade institucional da universidade”, conclui a nota.

LEIA O MANIFESTO NA ÍNTEGRA AQUI.

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