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A crítica feita pelo líder do governo na Assembleia Legislativa, Daniel Zen (PT), de que parte da oposição acreana tem atuação dúbia – adversária do PT no Acre mas fiéis aos interesses do Palácio do Planalto no Congresso nacional – encontra consistência ao se analisar a votação da primeira medida provisória do ajuste fiscal de Dilma Rousseff, votada na semana passada na Câmara dos Deputados.
O painel de votação do plenário mostra que partidos da Frente Popular do Acre –aliança de sustentação de Tião Viana (PT) – foram mais fiéis à oposição do que o próprio PMDB, legenda que no Estado se arvora como uma das principais trincheiras oposicionistas, e que em 2014 fez campanha para a Aécio Neves (PSDB-MG).
Levantamento feito pelo portal Contilnet Notícias revela que os deputados Alan Rick (PRB) e César Messias (PSB) seguiram muito mais as orientações tucanas na votação da MP 665 – que regulamenta as novas regras do seguro-desemprego – do que os peemedebistas Flaviano Melo e Jéssica Sales. Rick e Messias votaram favoráveis a todas as emendas apresentadas pelo PSDB, Psol e PPS, enquanto os peemedebistas Melo e Jéssica seguiram o PT.
Alan Rick, César Messias e Wherles Rocha (PSDB) foram os três deputados da bancada de oito a votar contra a MP 665. Esta não é a primeira vez que os dois deputados da Frente Popular apresentam posição mais independente em seus posicionamentos na Câmara; ambos são favoráveis ao projeto da terceirização. Messias tem sido mais fiel às orientações do PSB, do que estado preocupado em descontentamentos em sua base no Acre.
Desde o ano passado, quando decidiu ter candidatura própria para a Presidência da República, o PSB caminha junto com a oposição em Brasília. Já o PRB de Alan Rick está contemplado na distribuição de cargos no ministério de Dilma; mesma situação do PMDB.
Daniel Zen usou a tribuna da Assembleia para dizer que parte da bancada federal de oposição do Acre –com exceção do tucano Rocha – se reuniu com o vice-presidente Michel Temer para pedir cargos de órgãos federais no Acre; a afirmação foi repudiada pelos líderes oposicionistas. Além do PMDB, PP e PSD são oposição no Acre, mas base do governo petista no Congresso.
