A redução do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) foi a principal causa do não pagamento dos servidores provisórios da prefeitura de Cruzeiro do Sul. Incluindo a retenção na Receita Federal, de restos a pagar de INSS e FGTS, foram R$ 2 milhões a menos nos cofres do município.
“Foram bloqueado o mês de setembro e as primeira e segunda parcelas de outubro. Isso inviabiliza qualquer prefeitura de pequeno porte”, justificou o coordenador da Associação do Municípios do Acre (Amac), Stênio Melo.
O problema tem gerado, também, vários transtornos na realização de obras públicas, conforme afirmou o prefeito do município Vagner Sales. “O nosso repasse constitucional que já é pequeno caiu 38%. Esse mês, por exemplo, eu recebi 560 mil reais, dos quais tive que repassar à Câmara Municipal 330 mil reais e aí não sobrou quase nada para que a gente pudesse tocar as obras do município e pagar os nossos funcionários em dia”, confirmou Sales.
Ele culpa o governo petista pela crise que atravessa o país. “Estamos fazendo mágica para poder superar essa crise que não foi feita pela população. Também não foi praticada por mim e sim pela má gestão que nós estamos vivendo hoje no país”, frisou a prefeito.
O pagamento dos servidores provisórios do município era para acontecer no dia 23 deste mês. Os cargos de confiança e alguns prestadores de serviço também estão com seus pagamentos atrasados.

