Procura pela vacina contra HPV cai pela metade em relação a 2014

Por Marina, ContilNet 01/06/2015 às 13:44

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saude a vacina e oferecida gratuitamente para meninas com idade entre de 11 e 13 anos. fotos secompmiA procura pela vacina contra o HPV na rede pública brasileira caiu pela metade em relação ao ano passado, aponta um balanço inédito do Ministério da Saúde.

Neste ano, entre o início de março (quando foi lançada a campanha) e o dia 21 de maio, 40,2% das meninas que formam o público-alvo do ministério para se prevenir gratuitamente contra o vírus tomaram a vacina. Em 2014, no mesmo período, 83% da população-alvo já havia se vacinado – ao longo do ano todo, 100% da meta foi atingida. Nos dois anos, o público-alvo foi fixado em cerca de 4,9 milhões de pessoas.

Este é o segundo ano em que a vacinação contra o vírus está disponível gratuitamente no país. Desta vez, a faixa etária foi alterada: garotas entre 9 e 11 anos têm direito à imunização – no ano passado, a faixa etária era entre 11 e 13 anos (as que não se vacinaram em 2014 ainda podem procurar os postos de saúde, apesar de já não fazerem parte do grupo que atualmente é foco do ministério). A vacinação, que previne o  câncer de colo de útero e verrugas genitais, vai até o mês de dezembro.

 Segundo Antônio Nardi, secretário de Vigilância em Saúde do ministério, no ano passado houve mais campanhas em escolas, o que comprovadamente aumenta a cobertura, já que assim a vacina vai até o público-alvo. “Neste ano, como a vacinação já foi absorvida pela rotina das UBS [unidades básicas de saúde], muitos municípios optaram por não levá-la às escolas e mantê-la apenas na rede de saúde”, diz.

Nardi afirma que após ver o resultado desse primeiro trimestre de vacinação, o ministério tem pedido às secretarias estaduais e municipais que reavaliem as estratégias adotadas e intensifiquem a campanha.

O secretário também acredita que o fato de a vacina não ser mais novidade, como no ano passado, contribuiu para a menor procura. “A vacina existia apenas em clínicas particulares. Logo que foi inserida na rede pública, os pais quiseram vacinar rapidamente suas filhas, até por medo de faltar, de acabar. Depois que deixa de ser novidade há uma acomodação natural”, afirma.

Conteúdo Original / Fonte: Bem Estar

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