madeira
Durante o final de semana o serviço de auxílio ás famílias vitimas da cheia do rio madeira em Porto Velho, ganhou um importante reforço: o Exercito brasileiro, por meio da 17ª Brigada, disponibilizou homens e caminhões para auxiliar a Defesa Civil Municipal.
Os militares removeram doze famílias que estavam a quase um ano no abrigo público do Parque dos Tanques e que foram levadas para imóveis alugados pela prefeitura dentro do programa Aluguel Social.

O abrigo, que era administrado pela Defesa Civil Estadual, tendo á frente o Corpo de Bombeiros, foi desativado, embora três famílias tenham resistido em permanecer no local por conta própria. Segundo o chefe de operações da Defesa Civil Municipal, Paulo Afonso da Silva, o local não será mais utilizado como abrigo, pelo menos é que ficou definido em reunião entre os representantes dos órgãos que formam a Defesa Civil nas duas esferas.
No domingo, também com apoio do Exército, duas famílias foram removidas no Beco Gravatal, no bairro São Sebastião II para uma área de loteamento no km 13 da BR 319, sentido Porto Velho/Humaitá (AM). Afonso explicou que no caso de futuras famílias que precisem ser sair de casa em decorrência da cheia, será ofertado essa área, onde posteriormente a prefeitura pretende instalar um polo produtor, com as famílias assumindo a propriedade dos lotes.
Neste domingo (22), o nível do rio madeira em Porto Velho atingiu 15,92 metros, a maior cota do ano e fez aumentar o número de famílias em situação de extremo risco devido a enchente.

No eixo da BR 364, em direção ao Acre, o manancial registrou 0,40 metros em relação ao nível da rodovia, ou seja, falta menos de meio metro para a água alcançar o asfalto na rodovia. O trecho em questão está no km 871,3 na localidade de Mutum Paraná, onde segundo a PRF, existe o ponto mais baixo da estrada.
