
Rossandra abriu a ‘caixa preta’ do esquema de vendas de casas da Sehab
Umas das presas na Operação Lares, Rossandra Melo, apontada como operadora do sistema de venda ilegal de casas populares, afirma na carta de confissão anexada ao processo que pensou em suicídio ao começar a ser pressionada para que entregasse as chaves da casas que vendeu ilegalmente quando trabalhava Secretaria de Habitação e Interesse Social (Sehab).
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De forma dramática, Rossandra afirma que engordou 25 quilos, não conseguia mais dormir normalmente e que foi chantageada por Cícera Dantas.
“Hoje, 27 de outubro de 2015, eu resolvi entregar meu carro. Autentiquei o contrato no cartório próximo a Tutti Fruti e, ainda há pouco, com o coração dilacerado, entreguei a chave do meu carro para a Cleuda entregar para a senhora Cícera Santos, funcionária da Sehab que mente, extorque e engana pessoas de todos os tipos, até as mais miseráveis como eu”, diz.
No relato, Rossandra afirma que se viu sem saída, que chegou a pensar em procurar a vice-governadora Nazaré Araújo (PT) para contar o que sabia e pensou em morrer. Ela ressalta que conheceu dentro do esquema o “ser humano em seu maior grau de egoísmo”.
“As coisas não andavam bem, era clamar a Deus, engordar quase 25 kg e viver uma vida de pânico, terror, medo e pensamento de suicídio. Ali conheci todo o inferno” , diz em trecho de carta que relata como funcionava o esquema.
