O jornalista Jorge Said, que faleceu no último domingo (14) vítima de infarto seguido de parada cardíaca, tinha planos de retomar seu programa de entrevista. No entanto, ele vivia um momento profissional difícil, como conta a amiga e publicitária Charlene Lima.
“O Jorge tentava negociar espaço numa emissora local qualquer. Ele sempre manteve a esperança de pôr no ar o programa de entrevistas que o tornou muito conhecido na região. Ele falava nisso todo dia, fazia planos, pedia conselhos, e estava muito esperançoso”, conta a publicitária. “O novo projeto chegou a ser esboçado, com uma roupagem diferente, mais altiva, sem perder a identidade profissional, que era de polemizar sobre temas diversos”, informou.
Said estava trabalhando na agência VT Publicidade, de propriedade de Charlene. Ela conta como foi trabalhar ao lado do jornalista e diz que Said sempre foi um grande amigo.
“Nós trabalhávamos juntos. Éramos muito amigos. Precisei demais dele. Ele levantou minha moral quando estive pra baixo e estendeu a mão para mim. Abri algumas portas para ele também. Perdemos um jornalista polêmico, de olhar crítico. O Said queria cuidar da minha página na Internet, se mostrava muito espontâneo”, disse a publicitária.
Jorge Said e Charlene fizeram planos juntos visando a política em 2016 na área de publicidade e divulgação. “Perdi também alguém muito próximo. Um confidente”.
