“Sapo Kambô pode curar a aids e riqueza está na biodiversidade”, afirma professor da Ufac

Por Suporte 14/04/2015 às 04:24

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O professor da Universidade Federal do Acre (Ufac) Paulo Sérgio Bernardes afirmou que a secreção do sapo kambô (Phyllomedusa bicolo) impede que o vírus HIV penetre na célula humana. O estudo sobre as propriedades da vacina retirada da espécie também possui eficácias comprovadas e eficazes no combate à malária, leishmaniose e a doença de Chagas, revela o pesquisador.

O estudo sobre as propriedades retiradas dos animais e sua importância para a ciência é apresentada no livro ‘Anfíbios e Répteis’ de autoria do professor Paulo Bernardes, que apresenta em sua capa a foto em destaque da rã Philomedusa bicolor, popularmente conhecida como Kambô.

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O docente da Ufac disse que o sapo Kambô eleva o nome do Juruá a nível nacional e internacional, pois acaba atraindo turistas para conhecer a ‘vacina do sapo’, bastante difundida na região.

Para explicar que a vacina do sapo tem propriedades importantes no combate à Aids, o professor informa que os peptídeos (moléculas) isoladas a partir da secreção do Kambô, em uma cultura ‘in vitro’ conseguiram combater o vírus HIV.

“A secreção impede que o vírus penetre na célula humana, sem danificá-la. Ou seja, nesta rã, há um potencial de descoberta da cura da Aids”, afirma ele.

O professor também destaca que a vacina possui propriedades antimicrobianas eficazes para combater a malária, leishmaniose e doenças de chagas.

Região do Juruá pode agregar riqueza na biodiversidade

Para o professor Bernardes, as visões de potencial do Juruá estão ligadas ao gás e petróleo na região, mas destaca a biodiversidade como a maior riqueza da floresta.

“O potencial da floresta pode se transformar em riqueza palpável sendo realizada muita pesquisa. Temos a proposta de criar um mestrado em biodiversidade, com uma linha de pesquisa em bioprospecção”, informar.

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Na visão do professor, a ‘criação de um serpentário com pico-de-jaca’ seria de grande significado para a região, destacando que em outros lugares do país, onde existem estes locais os animais não estão sobrevivendo pelo clima que não favorável.

“O soro antilaquético a partir desta espécie produzido no serpentário localizado em Niterói enfrenta dificuldades de ser obtidos, já que as serpentes não estão resistindo e morrendo, o que deve estar acontecendo por questões climáticas. Temos potencial de produzir o soro em Cruzeiro do Sul”, explica Bernardes.

Conteúdo Original / Fonte: Wiliandro Derze, da ContilNet Notícias

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