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A Assessoria de Comunicação da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) enviou à redação da ContilNet Notícias nota esclarecendo que não houve negligência médica no caso do paciente Pedro Pereira Emídio, 51 anos, que veio a óbito no Hospital de Huergência e Emergência de Rio Branco (Huerb) após se engasgar com espinha de peixe.
“Todos os procedimentos para preservar a vida do paciente foram realizados. Foi diagnosticado, submetido a exames complementares com avaliação multidisciplinar. A conduta médica foi correta e não houve falha no atendimento do paciente. Infelizmente, de acordo com estatísticas, a mortalidade é alta nesses casos”, diz trecho da nota.

A nota diz, ainda, que o médico que atendeu fez o pedido do exame de endoscopia, mas não foi observado a presença da espinha, somente inflamação no local.
Confira a nota na íntegra:
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Em relação à matéria intitulada “Homem morre no Pronto Socorro após ficar engasgado com espinha de peixe”, a Direção Assistencial do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) esclarece:
– O paciente Pedro Pereira Emídio, 51, foi admitido no dia 08/04/2015 com relato de sensação de corpo estranho (espinha de peixe) em orofaringe (garganta). Foi examinado pelo clínico que identificou hiperemia (inflamação) na região da faringe, porém, não visualizou corpo estranho. Ficou em jejum de 8 horas (protocolo interno para realização de endoscopia) e, no dia 09/04/2015, foi submetido a Endoscopia Digestiva Alta, cujo laudo foi normal.
– Segundo o serviço de endoscopia, não foi visualizado corpo estranho nas duas endoscopias realizadas, provavelmente a espinha pode ter lesionado orofaringe, antes de ser engolida. Recebeu alta com medicação (antibióticos e anti-inflamatórios) por via oral e orientação para retorno, caso persistissem os sintomas.
– No dia 11/04/2015, o paciente retornou ao hospital com queixa de lesão na região cervical inferior (avermelhamento e inchaço no pescoço), vômitos e falta de apetite. Após ser examinado novamente, foi constatado que se tratava de angina de ludwig (infecção de pele e tecidos subcutâneos). Esse diagnóstico é dado através do exame clínico a olho nu associado à história clínica do paciente). Na premira admissão (03/04), ele estava assintomático para essa patologia, só queixava-se de sensação de corpo estranho, por isso não foi possível identificar a doença. A infecção do assoalho da boca pode espalhar-se rapidamente a outros tecidos do pescoço, como ocorreu no caso do senhor Pedro.
– De acordo com a literatura, essa doença, em 70% dos casos, é originaria de infecção odontogênica, porém, infecção na orofaringe (que foi o caso do paciente) também pode ser uma causa proeminente. Vale ressaltar que o paciente estava com a saúde bucal bastante comprometida, fator que colaborou para a origem do
– Ele foi avaliado pela cirurgia geral que não indicou procedimento cirúrgico. Como a celulite cervical é de etiologia bacteriana, foram administrados os antibióticos indicados para o tratamento da doença. O mesmo evoluiu com dispnéia (dificuldade para respirar), taquipnéia (respiração acelerada), estridor respiratório, sendo indicada intubação orotraqueal.
– Além disso, o paciente tinha insuficiência renal que complicou o quadro clínico e o mesmo evoluiu para uma sepse grave (infecção generalizada) e choque séptico (quando a pressão arterial cai e não responde a volume, sendo necessária a aplicação de drogas vasoativas). Ele teve um choque séptico refratário às medidas instituídas. Apresentou três paradas cardíacas, sendo que duas delas foram reanimadas com sucesso, porém a última foi sem êxito.
– Todos os procedimentos para preservar a vida do paciente foram realizados. Foi diagnosticado, submetido a exames complementares com avaliação multidisciplinar. A conduta médica foi correta e não houve falha no atendimento do paciente. Infelizmente, de acordo com estatísticas, a mortalidade é alta nesses Colocamo-nos à disposição para quaisquer novos esclarecimentos.
Rio Branco – Acre, 17 de abril de 2015.
Giovane Casseb
Diretor Assistencial do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco