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A Secretaria de Saúde do Acre enviou uma nota de esclarecimento à redação da ContilNet para informar que tanto a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Tucumã quanto o Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) prestaram todo o atendimento necessário no caso da internação do jornalista Jorge Said, 45 anos, que faleceu na madrugada deste segunda-feira (15), vítima de infarto.
Assinada pelo secretário Armando Melo, a nota sustenta que Jorge Said foi atendido prontamente na UPA e, ao ser diagnosticado o infarto, foi conduzido ao Huerb, onde foi submetido a procedimento médico visando reverter o seu quadro clínico.
Confira a nota na íntegra:
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Em relação ao atendimento prestado ao senhor Jorge Wilton Said de Carvalho, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) esclarece:
– O paciente Jorge Wilton Said de Carvalho, de 45 anos, deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Tucumã no dia 14/06/2015, às 13h06, com dor abdominal e mialgia, com a pressão arterial 130×90, referindo ser portador de diabetes. Foi classificado com a ficha amarela, e o atendimento foi imediato, porque não havia paciente em espera.
– A médica realizou o atendimento, destacando a História Patológica Pregressa por ser portador de diabetes e esteatose hepática, sem febre. Ao exame clínico apresentava abdômen distendido. A médica solicitou hemograma e encaminhou para que aguardasse o resultado na observação, enquanto eram administradas as medicações prescritas.
– Às 15h30, o paciente recebeu alta, saindo da UPA do Tucumã com receita
– Às 18h59, o paciente retornou à UPA do Tucumã sem acompanhante, com queixa de dor torácica intensa e a pressão arterial 120×80. Após verificação da pressão, a enfermeira da Classificação de Risco o acompanhou até a sala de estabilização, chamando a médica plantonista para os procedimentos. A equipe imediatamente monitorou o paciente, e devido ao seu quadro clínico foi realizada a rotina de emergência, onde se verificou o dextro que estava 283 mg/dl (estado de hiperglicemia). Na sala de estabilização, foi realizado eletrocardiograma (ECG), por meio do monitor cardíaco de 06 derivações, não sendo necessária a realização do ECG de 12 derivações, pois no primeiro exame já foi detectado o supradesnivelamento do segmento ST em duas derivações. Com o exame associado ao quadro clínico, constatou-se o diagnóstico de infarto, sendo realizada as primeiras medicações e acionamento da equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Neste momento, o paciente pediu para a enfermeira ligar para a filha, que chegou à UPA do Tucumã antes de a ambulância sair. O mesmo estava lúcido e orientado.
– Ressalta-se que o aparelho de eletrocardiograma da UPA do Tucumã não está quebrado. A sala de estabilização conta com um monitor, que foi utilizado para o atendimento em questão.
– O paciente foi transferido da UPA do Tucumã para o Huerb, em ambulância do Samu, lúcido e consciente. Nestes casos, não se faz necessário o uso de aparelhos desfibriladores. Foi prestado o devido socorro ao paciente, ofertando todo o aparato necessário para o caso.
– O paciente foi admitido no setor de Emergência Clínica do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), por volta das 20 horas, com história de dor torácica e diarreia, além de diabetes descompensada. Chegou consciente, sendo diagnosticado infarto agudo do miocárdio, e instituídas medidas para tal, porém,evoluiu com quadro de instabilidade hemodinâmica (choque cardiogênico), seguido de taquiarritmia grave refratária às medidas medicamentosas, sendo indicada cardioversão elétrica e intubação orotraqueal. Durante toda a internação, foi conduzido pelo cardiologista que no momento oportuno solicitou vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo que a mesma foi prontamente cedida. O paciente apresentou episódio de parada cardiorrespiratória, que foi imediatamente assistida e revertida. Foi submetido a medicações vasoativas e mantido em sedação por conta da ventilação mecânica. Após apresentar estabilidade, o mesmo foi transportado com segurança para UTI do Huerb, porém, desenvolveu choque cardiogênico refratário às medidas instituídas, evoluindo para óbito. Durante toda a internação do paciente, o mesmo foi atendido por vários especialistas (emergencistas, cardiologistas e intensivistas), ficou monitorizado e teve à disposição todos os recursos necessários para cuidados intensivos. Contudo, a literatura aponta que a mortalidade é alta para pacientes que desenvolvem choque cardiogênico secundário a infarto agudo do miocárdio.
Sem mais para o momento, colocamo-nos à disposição para quaisquer novos esclarecimentos.
Rio Branco – Acre, 15 de junho de 2015.
Atenciosamente,
Armando Melo
Secretário de Estado de Saúde