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Secretário vai à Aleac se explicar sobre fraude em conjunto habitacional e admite venda de casas

Por Wania Pinheiro, ContilNet Fonte: Gina Menezes, da contilnet 31/03/2016 às 23:00

Secretário Jamyl nega acusações

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“Não pode haver qualquer tipo de irregularidades na entrega dessas casas”, disse Jamyl

Durante mais de 2 horas, o secretário de Habitação e Interesse Social, Jamyl Asfury, foi sabatinado pelos deputados estaduais que o questionaram a respeito das denuncias de fraude na distribuição de casas de programas populares. A sabatina aconteceu na manhã de quinta-feira (31) na Assembléia Legislativa do Acre (Aleac) em atendimento a um requerimento apresentado pelo líder do governo na Aleac, deputado Daniel Zen (PT).

Jamyl respondeu questionamentos a respeito das denúncias de vendas ilegais de casas de programas sociais. As denúncias de irregularidades, envolvendo servidores da secretaria de habitação, ocorreram em janeiro de 2016 quando foi desencadeada uma operação pela Polícia Civil para averiguar o fato.

Antes das perguntas dos deputados, Jamyl fez uma espécie de explanação sobre o trabalho que vem desenvolvendo na referida secretaria e afirmou que os indícios de fraude são anteriores a chegada dele naquela pasta. O secretário conta que tão logo conseguiu a materialidade dos crimes envolvendo servidores ele mesmo formalizou a denúncia.

“”Não pode haver qualquer tipo de irregularidades na entrega dessas casas. Nós também iniciamos uma parceria com o Ministério Público do Acre para fiscalizar o andamento dos projetos. Infelizmente temos uma cultura de venda ilegal de casas”, disse. Todos indícios de irregularidades estão sendo investigados, não compactuamos com qualquer tipo de crime” disse.

O deputado Ghelen Diniz (PP) foi um dos deputados que questionou Asfury sobre suposta destinação irregular de unidades habitacionais do programa “Minha Casa, Minha Vida”. O parlamentar progressista afirmou que foi procurado por pessoas que afirmam que o gestor da Sehab beneficiou Suellia Fabricio de Lima Rezende, ex-servidora do gabinete de Asfury na época que ele foi deputado, que por sua vez é esposa de Melquisedeque de Brito, ocupante de cargo de confiança na Prefeitura de Rio Branco.

Jamyl rebateu as acusações garantido que todas as pessoas beneficiadas pelo programa são selecionadas com base em critérios sérios e pré-estabelecidos.

“O que leva a pessoa a ser beneficiada são critérios pré-estabelecidos, não indicação política. Por ventura, se ela não obedecer os critérios, ela sairá da casa. Todas as pessoas do Conjunto Rui Lino, que é o conjunto com o maior número de denúncias, já foram inqueridas pelo delegado que preside o inquérito”, frisou.

O gestor também foi questionado sobre supostos atrasos nos salários de aluguéis sociais que são pagos para famílias em situação de vulnerabilidade social e que aguardam entrega de unidades habitacionais. O secretário afirmou que a pasta responsável por esse tipo de pagamento é a Secretaria de Estado de Defesa Social.

A líder do PMDB na Aleac, Eliane Sinhasique, foi uma das deputadas que mais questionou Asfury e afirmou que foi procurada por pessoas que foram sorteadas, mas que ainda não receberam as chaves das unidades. Ela afirmou que teve conhecimento de casos onde houve uma espécie de facilitação para que casas fossem destinadas especificamente a algumas pessoas.

Jamyl negou as acusações e disse que em um caso específico, de uma cidadã que não recebeu a casa, foi porque ela já havia sido beneficiada em outro programa o que travou a entrega da casa em questão.

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