Com a proximidade do período de seca e o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais, a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) reforçou uma série de recomendações para reduzir os impactos da poluição do ar na saúde da população, ainda nesta quarta-feira (15)
Entre as principais recomendações, estão evitar atividades físicas ao ar livre nos horários de maior concentração de poluentes, permanecer em ambientes fechados sempre que possível e manter portas e janelas fechadas em locais atingidos pela fumaça.
A Sesacre também orienta que a população aumente a ingestão de líquidos e procure atendimento em uma unidade de saúde caso apresente sintomas respiratórios ou perceba agravamento de doenças já existentes.
Atenção redobrada para grupos vulneráveis
Segundo a Secretaria, os serviços de vigilância e assistência devem reforçar o acompanhamento de pessoas em situação de maior vulnerabilidade durante períodos de piora da qualidade do ar.
A recomendação inclui atenção especial para momentos de estiagem, quando normalmente há aumento no número de queimadas e maior presença de partículas poluentes na atmosfera.
O órgão também orienta que equipes de saúde acompanhem alertas emitidos por instituições oficiais sobre qualidade do ar e ocorrência de focos de queimadas.
Sesacre recomenda criação de alertas e campanhas educativas
Entre as medidas indicadas para os serviços públicos está o desenvolvimento de sistemas de alerta precoce, capazes de avisar autoridades e moradores sobre a possibilidade de episódios de alta poluição.
A Sesacre recomenda ainda a realização de campanhas educativas para informar a população sobre os impactos da poluição atmosférica, principalmente durante períodos de fumaça, friagem e inversão térmica — fenômenos que podem favorecer a concentração de poluentes.
O boletim destaca a importância de manter canais de comunicação rápidos com a população e revisar planos de contingência para melhorar a preparação dos municípios diante de futuros eventos ambientais.
As orientações são reforçadas em um cenário de monitoramento constante no Acre. Entre maio e junho de 2026, o estado registrou 35 focos de queimadas, com Feijó concentrando o maior número de ocorrências, e também teve episódios de aumento da concentração de partículas finas no ar em alguns municípios.
