Uma residência particular, situada na Av. Getúlio Vargas, no centro de Rio Branco, onde funcionava a Defensoria Pública da União, serve atualmente de abrigo para viciados em drogas e prática de orgias sexuais em vários horários do dia e da noite.
O aluguel, de R$ 7 mil mensais, pago pelo contribuinte, está atrasado e o imóvel, de três quartos e duas suítes, é alvo de vandalismo constante.
A instituição federal, que atende aos cidadãos que necesitam de assistência jurídica, judicial e extrajudicial mediante comprovada falta de recursos, mudou para um novo prédio, na Av. Antônio da Rocha Viana, quando o contrato do imóvel no centro da cidade ainda estava em vigor.
O proprietário da casa, o empresário Eliazar Machado, dono de postos de combustíveis, disse que enfrenta dificuldades para receber os valores referentes ao aluguel e vai exigir que a residência seja entregue reformada.
“O negócio foi fechado com uma imobiliária, que não consegue fazer cumprir o contrato firmado com a Defensoria Pública da União. Tentei reaver minha casa do jeito que entreguei, em perfeito estado, mas acredito que isso será muito difícil a curto prazo”, disse o empresário.
O empresário já foi comunicado por um oficial da Polícia Militar sobre a movimentação estranha de drogados na residência.
Vídeo gravado pela reportagem da ContilNet mostra um ambiente completamente destruído. Fezes humanas e preservativos são vistos por toda parte. Há também roupas íntimas, seringas descartáveis e papelotes para embalar drogas espalhados pelo chão.
A porta principal da casa, em vidro temperado, foi estourada. Os estilhaços esparramados no estacionamento chamam a atenção dos garis e dos comerciantes que trabalham ali próximos.
O mau cheiro incomoda a todos. Um morador disse que durante a noite veículos param em frente da casa, e tem movimento de pessoas entrando e saindo do imóvel em situação suspeita.
“Eu não tenho informações sobre como este caso está sendo conduzido”, disse o defensor público-chefe da União no Acre, Gustavo Henrique Bertocco de Souza. Ele sugeriu à reportagem buscar mais informações com uma funcionária chamada Rose, pelo telefone 2106 7802.
A reportagem tentou três vezes falar com a mulher, mas não conseguiu localizá-la. Servidores da Defensoria Pública da União que atenderam ao telefone disseram que a servidora não autoriza passar o número de celular dela para a imprensa. A reportagem pediu que a ligação seja retornada para que seja prestado esclarecimento.


