tre
O sigilo e a segurança do voto nas urnas eletrônicas foi um dos temas centrais debatidos entre os juízes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e o senador Jorge Viana (PT), presidente da Comissão da Reforma Política no Senado.
O voto eletrônico, alvo de polêmica, vem sendo questionado nas últimas eleições no Acre. O assunto ganhou projeção nacional após o PSDB, do ex-candidato à presidência Aécio Neves, pedir auditoria nas urnas eletrônicas de todo o País.
Uma das propostas defendidas para assegurar a confiabilidade do voto eletrônico é a impressão de um “canhoto” ao eleitor, confirmando a escolha de seus candidatos na urna.
Para o presidente do TRE, Adair Longuini, a medida não é a das mais confiáveis, além de os custos com o processo eleitoral aumentarem para a aquisição de impressoras para cada uma das urnas.
“Em caso de aprovação teremos grandes mudanças, que vão desde a aquisição de impressoras para milhares de urnas ao risco de ser quebrado o sigilo do voto”, pondera o desembargador.
O juiz Náiber Pontes de Almeida também diz não acreditar que a impressão do voto seja a melhor garantia, mas defende que mecanismos precisam ser adotados para que a votação na urna eletrônica volte a ter respaldo diante do eleitor.
Tem sido comum se questionar o uso do sistema digital no Brasil, enquanto a maior democracia do mundos, os Estados Unidos, ainda usa o papel em seu sistema eleitoral.
De acordo com Jorge Viana, todos os tribunais eleitorais do País serão ouvidos para oferecerem suas contribuições ao debate da reforma política. Esta semana o parlamentar se reuniu com a presidente Dilma Rousseff para também tratar do tema.
