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Sinhasique diz que governo do Acre ganha dinheiro internacional em nome de povos isolados

Por Marina, ContilNet Fonte: REDAÇÃO CONTILNET 15/11/2017 às 17:22

Deputada Eliane Sinhasique, do PMDB/Foto: Assessoria

A deputada estadual Eliane Sinhasique (PMDB) disse nesta terça-feira (14) durante Seminário ‘Estradas e Bandeiras’, promovido pela Fundação Ulisses Guimarães (FUG) no auditório da Federação das Indústrias do Acre, em Rio Branco, que o governador Tião Viana ganha dinheiro e prestígio internacional às custas dos povos que vivem isolados na Amazônia.

“Quem tem olhos enxerga, sabe exatamente que isso não reflete a realidade. O governo do Estado está lá ganhando milhões de euros em nome da população que sofre dentro da mata”, disse a parlamentar.

A declaração de Eliane Sinhasique é uma crítica velada à afirmação de Tião Viana durante apresentação em um dos painéis da COP 23, na Alemanha, esta semana. Segundo o governador, nos últimos 20 anos o Acre teve aumento de 400% no PIB.

O dinheiro que o Estado ganhará via cooperação com os governos do Reino Unido e da Alemanha, uma doação de R$ 113 milhões, segundo Sinhasique, não é nunca foi uma garantia de aplicação a quem realmente precisa e segue preservando a natureza.

Deputada Estadual Eliane Sinhasique/Foto: Ascom Aleac

“Esse dinheiro não será e nunca se ouviu falar que se transformou em benefício para essa população que sofre dentro das matas e não pode usar os recursos naturais como deveria, ou seja, como renda. O Estado do Acre pode até ser rico, mas nossa população continua pobre, sem geração de emprego, renda e qualidade de vida”, acrescentou Sinhasique.

Durante o seminário, que encerrou no fimda tarde desta terça-feira, o modelo de economia sustentável defendido por Tião Viana recebeu outras críticas de setores da construção civil e do agronegócio.

O assessor de relações públicas da Federação das Indústrias do Acre, Assurbanipal Mesquita, cobrou mais diálogo do Estado com o setor empresarial e mais investimentos nos setores de saneamento básico, energia e construção civil.

Assuero Veronez, superintendente da Federação da Agricultura no Acre, disse que o modelo de florestania desenvolvido pelos governos petistas no Estado não deu certo do ponto de vista econômico. Ele criticou a falta de compensação e a valorização de quem vive isolado dentro das matas.

“As questões dos valores que atingem a floresta, como metas do clima, carbono e outras áreas importantes, são inquestionáveis, mas o desenvolvimento sustentável é um tripé, deve-se muito nas áreas sociais, esse modelo não é viável economicamente, não aconteceu geração de emprego e renda”, destacou Veronez.

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