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Sinteac e CUT exigem escolas em polo com 3 mil agricultores; comunidade pode perder benefício

Por Wania Pinheiro, ContilNet Fonte: Redação 18/02/2016 às 08:31
polo

Agricultores cobram escola em comunidade agrícola

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinteac), Rosana Nascimento, chamou a atenção do prefeito do Bujari, Antônio Ramos (PT), o “Tonheiro”, para a construção de uma escola de ensino fundamental no Projeto de Assentamento Valperaci, a antiga Fazenda Brhama. Ali estão assentadas seiscentas famílias e um número. As famílias correm sério risco de serem descadastradas do Programa Bolsa Família caso não comprovem que seus filhos estão estudando.

Na comunidade há um número muito elevado de criança em idade escolar que não fizeram suas matrículas por não terem onde estudar. A maioria das famílias foi expulsa da fronteira com a Bolívia, por ordem do governo Evo Morales. A comunidade fez uma dura cobrança aos representantes do Estado, que tem a obrigação de implantar o Ensino Médio na região. O Superintendente regional do Incra, Márcio Alércio, também foi alvo das cobranças durante uma reunião com a presença de mais de 500 pessoas, na manhã desta quarta-feira, sob chuva.

As autoridades fizeram discursos promissores, e assumiram o compromisso de construir duas escolas “em breve”, sem que uma data seja fixada. Uma comissão de produtores rurais irá acompanhar a execução das obras. O Incra garantiu alimentação e combustíveis aos trabalhadores que irão serrar a madeira e efetuar o transporte da matéria-prima. O Estado, a través da Emater, comprometeu-se em fornecer materiais de construção diversos e pintar a escola.

O prefeito “Tonheiro” disse não ter verbas específica para este fim. “Vamos gastar o que não temos, mas não iremos deixar ninguém fora da escola”, afirmou. “Em 2015, 90% desses alunos, sejam crianças ou adultos, perderam o ano letivo por falta de lugar para estudar. Neste ano isso não pode acontecer”, alertou Elias Daer, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) do Bujari.

“A educação é a base de tudo. Nada tem por aqui ainda, por se tratar de um P A novo. Ramais, energia, assistÇencia técnica precisam vir noutro momento. A nossa prioridade é garantir a educação dessas pessoas”, afirmou Mirtes Souza, presidente da Associação do P A Valperaci.

“Que não sejam promessas eleitoreiras. A CUT e o Sinteac vão acompanhar tudo. Os alunos merecem o mínimo de comodidade, daí a importância de construírem espaços adequados. Os professores que virão trabalhar aqui também precisam ser valorizados pelo seu esforço. Trabalho degradante não será tolerado”, afirmou Rosana Nascimento.

Hoje, os assentados estão sem condições de escoar sua produção, que se resume basicamente em mandioca, milho e banana. (Ascom SInteac)

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