03/09/2026

Taquígrafos exigem vaga em concurso da Câmara de Rio Branco

Servidores questionaram decisão da comissão do concurso

Por Anne Nascimento, ContilNet
Para ela, a manutenção da vaga permitiria que a Câmara se preparasse para as mudanças tecnológicas. — Foto: Reprodução

Servidores do setor da Taquigrafia da Câmara Municipal de Rio Branco se manifestaram, na sessão desta quinta-feira (3), contra o remanejamento da vaga destinada à área no concurso público da Casa.

Durante a fala, ela afirmou que os servidores ficaram sabendo da mudança por meio da publicação no Diário Oficial e criticou a falta de diálogo com o setor.

A Câmara de Rio Branco remanejou a vaga que seria destinada aos taquígrafos no concurso público, decisão que, segundo Edilene Oliveira, chefe do setor de taquigrafia, surpreendeu os servidores que aguardavam há meses a realização do certame. “A comissão em momento nenhum nos consultou, a comissão em momento nenhum nos procurou para informar”, afirmou Edilene

Segundo Edilene, a situação atual do setor demonstra a necessidade de reposição. “Dos oito cargos existentes, quatro servidores estão aposentados, um foi cedido para atuar na Presidência da Câmara e outra servidora está em licença-maternidade. Com isso, o setor trabalha atualmente com um quadro bastante reduzido”.

Edilene destacou que a reivindicação não é pelo preenchimento de todos os cargos, mas pela manutenção de uma única vaga no concurso. “Nós não estamos solicitando nem o preenchimento do setor, é só uma vaga.”

Ela também contestou a justificativa de que uma análise técnica teria apontado a necessidade de remanejamento da vaga.

“A necessidade do setor está mais do que comprovada. As justificativas dadas pelo senhor João Gabriel caíram por terra.”

Outra servidora, Marília Queiroz, também levantou o ponto de que a modernização dos trabalhos legislativos. Marília afirmou que os taquígrafos não são contrários à utilização de novas tecnologias, mas defendeu que isso não significa que a função deixará de ser necessária. “A modernização ainda não chegou. Mas mesmo que chegue, quando chegar, nós vamos precisar do analista.”

Para ela, a manutenção da vaga permitiria que a Câmara se preparasse para as mudanças tecnológicas sem comprometer a qualidade do trabalho realizado durante as sessões.

“O que a gente está querendo é que seja garantida a vaga desse analista para quando a modernização chegar, o trabalho fique com mais qualidade ainda.”

Marília reiterou que, caso tivesse sido apresentado um estudo em nível nacional sobre a função, o levantamento demonstraria, segundo ela, que a Taquigrafia está “longe de ser extinta”.

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensão de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteúdo de qualidade gratuitamente.