Exemplo de vida: “Tenho força, vovô”, diz menino Daniel em leito de hospital de São Paulo

Por Suporte 12/01/2015 às 13:09

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10455914 384519691710828 6559636027415577716 nDe um lado, um leito de hospital. Do outro, as vivências – consideradas por muitos uma “mãozada que a vida nos dá” – proporcionadas em um hospital de uma grande cidade. Esta é a realidade vivida por Carlos Batista, que acompanha o neto Daniel que está tratando de um câncer no Hospital de Barretos (SP).

Daniel Batista, de apenas 4 anos, foi diagnosticado com linfoma de tórax e pulmão e, posteriormente, com tumor de Wilms, com algumas peculiaridades. Membro de uma família tradicional de Sena Madureira (AC), o diagnóstico de Daniel causou uma reviravolta em sua vida e na de sua família. Os pais começaram, ao descobrir a doença, uma mega campanha na Internet para arrecadação de dinheiro, que foi um sucesso.

Ao lado do leito do neto, ele conta histórias e ri. Mostra para o pequeno Dan o quanto é amado: várias pessoas estão prestando homenagens e enviando mensagens de fé.

“Estou com o SuperDani olhando e morrendo de rir. Quando li pra ele [algumas das mensagens], ele pensou um pouco e disse: mas eu tenho força, vovô”.

O estado de Daniel é estável e o andar dos procedimentos deixa a família animada. Em contraste, no mesmo hospital, é possível vivenciar histórias com um fim não tão feliz. As experiências estão sendo, para Carlos, um divisor de águas no que diz respeito a questões da vida.

“Barretos está me fazendo entender a vida como nunca imaginei e pensei. Medo de morrer jamais tive, mas querer morrer nunca quis. Aqui você vive intensamente os dois lados e de forma cotidiana”.

Na cidade, donos de bares, restaurantes, churrasquinhos, pousadas, Casas de Apoio e lanchonetes têm a oportunidade de viver – de forma intensa, segundo Carlos – a vida dos clientes que estão tratando ou acompanhando “um dodói de Câncer”.

“Aqui você vive duas histórias com H [maiúsculo]. Ah, quem dera fossem estórias com E, e não são, aqui é: vida e morte, alegrias e tristezas, calma e ansiedade, esperteza e ingenuidades […] e por aí vai”.

Segundo Carlos, não precisa ir muito longe para vienciar este contraste de histórias. Ainda nesta semana, ele vivenciou duas histórias com finais diferentes.

“Vivi os dois momentos: Um filho chorando e embarcando à mãe em um carro para sepultá-la em sua terra natal, e vi meu amiguinho Giovanni embarcar feliz pra ir beijar sua mãe lá no Pará, curado”.

E completa: “Obrigado, Deus, por me fazer entender um pouco os dois lados: vida e morte”.

 

Conteúdo Original / Fonte: Kellyton Lindoso, da ContilNet Notícias

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