O governador Tião Viana comentou pela primeira vez, nesta quinta-feira (9), o assassinato do ex-prefeito de Porto Acre, João Asfury, ocorrido no último domingo (5), quando foi vítima de latrocínio. O petista classificou o crime como “abominável” e refutou a tese de crise na segurança pública do Estado. As declarações foram feitas em solenidade de entrega de carros para as polícias Civil e Militar.
“Às vezes, um latrocínio pode dar a impressão de uma crise, mas não é. [O assassinato de Asfury] é um crime abominável, horroroso, porque uma criança de seis anos derrubaria meu amigo João Asfury. Não precisava de um homem com aquela força física fazer o que fez”, disse o governador.
Para Tião Viana, a problemática da segurança não pode ser atribuída a pontos isolados. De acordo com ele, a discussão é bem mais ampla, e necessita da reconstrução de valores da sociedade. “Não se pode culpar a questão da segurança por um ponto ou outro, não se pode ter uma visão primária e simplista”.
“As raízes da violência que a gente não compreende tanto não tem só a natureza psiquiátrica, mas também não é só um problema cultural, um problema estrutural da sociedade”, acrescentou o governador. Ele apontou bons resultados do Acre no combate ao tráfico de drogas. Disse que o Estado é uma das referências no Norte e Nordeste na repressão ao narcotráfico.
Viana destacou a particularidade do Acre por estar na fronteira com os dois maiores produtores de drogas do mundo. Apesar disso, ele evitou fazer críticas ao governo de Evo Morales, apontado como um dos responsáveis pelo aumento da produção de drogas na Bolívia.
“A força do dinheiro do narcotráfico é assustadora na sociedade. É a maior circulação de dinheiro no mundo. E nós estamos no meio de uma área de produção gigante. A maior produção de cocaína no mundo está no Peru e depois na Bolívia, e depois vem a Colômbia. Então nós estamos pressionados”, concluiu o governador.
