Os tripulantes do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e Grupo de Operações Aéreas de Rondônia (GOA) estiveram reunidos no Comando-Geral do Corpo de Bombeiros do Acre, na tarde desta segunda-feira (8), e relataram a dificuldade em chegar até o local do acidente que vitimou um grupo de pescadores acreanos no Rio Ituxi (AM).
O local onde ocorreu a tragédia está localizado no município de Lábrea, no Amazonas, e o acesso ao local se dá pela BR-364, em Vista Alegre do Abunã, em Rondônia. Cerca de 144 km de ramal são percorridos depois da estrada para chegar até o ponto, somando sete horas de viagem.
O major do Corpo de Bombeiros, Cleyton Almeida, disse que seria quase impossível realizar esta operação e a busca pelos pescadores se não houvessem utilizado o helicóptero.
“Levaríamos dias para concluir a missão e corríamos o risco de nem encontrar os corpos. O helicóptero foi fundamental para esse resgate, pois gastamos apenas uma hora de voo para chegar ao local do acidente. Isso só foi possível graças à compreensão e dedicação do secretário de Segurança e do governador” disse Almeida.
Pouco mais de dois dias de trabalho intenso foram suficientes para completar a expedição realizada pelo Corpo de Bombeiros do Acre e de Rondônia, totalizando 16 horas de mergulho feito pelas equipes. O helicóptero realizou quatro viagens para levar os primeiros mergulhadores e realizar os traslados dos três pescadores que foram vítimas fatais do acidente.
“Eu me deslocar até aquele local no meio da floresta, sem saber quem ia encontrar, e trabalhar ao lado de uma coirmã, sem nenhuma discrepância operacional, foi muito bom. As equipes do Acre e de Rondônia se entenderam perfeitamente”, disse sargento Servanildo de Oliveira, mergulhador e tripulante do GOA de Rondônia.
