ContilNet Notícias
Notícias

250 anos de independência dos EUA: professor explica história e influência

Por CNN Brasil Fonte: afonsobenites 04/07/2026 às 12:33
250 anos de independência dos EUA: professor explica história e influência

Compartilhar matéria

Os Estados Unidos completam neste sábado (4) 250 anos de independência do governo britânico, uma data que convida à reflexão sobre o impacto duradouro desse movimento na história política mundial. Em entrevista ao Agora CNN, o professor João Carlos Souto, autor do livro “Suprema Corte dos Estados Unidos: Principais Decisões”, analisou o contexto histórico da emancipação americana e sua influência sobre outras nações.

Segundo Souto, o final do século XVIII foi marcado por uma intensa efervescência cultural e política nas 13 colônias britânicas na América. “Os historiadores costumam dizer que os Estados Unidos passavam por uma efervescência cultural e de discussão sobre os rumos do Estado, sobre liberdade, poucas vezes repetida na história mundial”, afirmou.

Das taxas ao documento histórico

O movimento de independência teve origem na insatisfação das colônias com a elevação de taxas imposta pelo parlamento inglês. As tensões entre as 13 colônias e o governo centralizado em Londres já se acumulavam desde antes de 1776, intensificando-se especialmente a partir de maio e junho daquele ano.

“Esse sentimento de revolta, esse sentimento de injustiça, já vinha sendo discutido e percebido de longa data”, explicou Souto. Em 4 de julho de 1776, tornou-se público o documento da Declaração de Independência, elaborado por Thomas Jefferson e assinado na Filadélfia.

Leia Mais

A influência desse movimento ultrapassou as fronteiras americanas. Souto destacou que os inconfidentes mineiros, por exemplo, “beberam na fonte da declaração da independência e desse momento que passava os Estados Unidos”, evidenciando o alcance global das ideias ali expressas.

Constituição e instituições sólidas

A Declaração de Independência influenciou diretamente a Constituição Federal americana, elaborada também na Filadélfia e concluída em setembro de 1787, onze anos depois. Para Souto, foi nesse documento que conceitos como a separação de poderes — teoria de Montesquieu que nunca havia sido colocada em prática —, a forma federativa de Estado e o presidencialismo ganharam forma concreta pela primeira vez na história. “Tudo isso nasce com a Constituição e vai se desenvolvendo e criando raízes”, disse.

O especialista comparou a trajetória americana com a da França, ressaltando que, apesar da inegável importância da Revolução Francesa, o país europeu experimentou governos autocráticos após o movimento, algo que não ocorreu nos Estados Unidos. “O que aconteceu nos Estados Unidos é um experimento que deu certo e que se expande, que se solidifica e que se concretiza, que nós testemunhamos até hoje”, afirmou Souto.

Ecos de 1776 na política atual

Souto também abordou os desafios contemporâneos às instituições americanas. Ao mencionar Donald Trump, o especialista reconheceu um comportamento “um tanto quanto autocrático”, mas destacou que a Suprema Corte tem resistido a certas iniciativas. Como exemplo recente, citou a tentativa de extinguir o direito constitucional à cidadania para quem nasce em solo americano. “São ainda ecos de 1776, da Declaração de Independência, são ecos da Constituição de 1787 e que se desenvolveu ao longo e que vem se desenvolvendo e se robustecendo ao longo de todos esses anos”, concluiu.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.Tópicos4 de JulhoDonald TrumpEstados Unidos


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por afonsobenites

Sair da versão mobile